Rio de Janeiro, 04 de Maio de 2026

Mercado reage bem às notas da Moody´s

Quinta, 13 de Outubro de 2005 às 07:38, por: CdB

O mercado financeiro nacional reagiu bem à decisão da agência Moody's de melhorar a avaliação de risco dos papéis brasileiros. A nota atribuída a eles subiu de B1 para Ba3, o que melhora a condição do país, que fica três níveis abaixo do chamado "grau de investimento". Esta é a classificação de papéis considerados pela comunidade internacional como "investimento prudente". Esta foi a melhor nota concedida pela agência desde março de 1989, quando o país tinha a classificação Ba1. A avaliação da Moody's, após a melhoria na conceituação do Brasil, é similar àquelas feitas de outras duas grandes agências de classificação de risco, a Standard & Poor's e a Fitch, que atribuem notas BB - aos papéis do Brasil.

A Moody´s fez sua última alteração do "rating" brasileiro em setembro de 2004, quando anunciou que a nota brasileira entrava em "perspectiva positiva". A elevação, realizada em comunicado mundial nesta quarta-feira, ocorreu um dia após a Fitch anunciar que melhorou a perspectiva da nota dada à dívida soberana do Brasil, que foi de estável para positiva. No final do mês passado, o relatório do Credit Suisse First Boston já esperava pela melhora das avaliações. O relatório lista as razões que tornam o Brasil um bom candidato para a melhora de "ratings".

Pontos importantes:

1) maior corrente de comércio, o que aumenta a capacidade de absorver choques externos;

2) elevado superávit das contas externas. O Brasil saiu de 2002 com déficit em transações correntes de 1,7% para um superávit que pode alcançar 2% neste ano;

3) aumento das reservas internacionais que, com a compra de US$ 10,2 bilhões pelo Banco Central nos seis primeiros meses do ano, alcançaram US$ 40,4 bilhões em agosto;

4) o elevado superávit fiscal, que ficou em 5,1% nos últimos doze meses terminados em agosto deste ano;

5) inflação controlada e tendência de queda da taxa de juros real praticada no país.

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