Depois de leve queda na primeira metade do ano, a Bolsa de Valores de São Paulo deve ter um segundo semestre positivo, impulsionada principalmente pela queda da taxa básica de juros no país e um cenário externo tranquilo, prevêem gestores e diretores de renda variável.
- Estou mais otimista em relação ao segundo semestre porque a gente acha que os juros vão cair. A situação política vai influenciar, mas não o suficiente para não deixar o mercado subir - avaliou Sérgio Goldman, diretor da Unibanco Research, que projeta a Selic em 18% no final do ano, frente aos atuais 19,75%.
A projeção do banco para o ganho da bolsa paulista até o final do ano está em revisão. As denúncias de corrupção envolvendo o governo que eclodiram um junho têm gerado volatilidade no mercado e, com a aproximação da corrida presidencial, a expectativa é de mais turbulência pela frente.
Ainda assim, analistas prevêem alta de cerca de 20% para a Bovespa no segundo semestre, desempenho muito melhor que a queda de 4,37% dos primeiros seis meses do ano.
- Fazendo o 'valuation' das empresas, a gente vê um potencial de alta bem relevante, na casa dos 30%. A gente acha que a bolsa está em patamares atraentes para comprar, mas esse fenômeno não está acontecendo só no Brasil, em outros mercados emergentes isso também é verdade - avaliou Mário Quaresma, superintendente de renda variável do BankBoston.
As baixas taxas de juros oferecida pelos títulos do Tesouro norte-americano também devem contribuiur para a atratividade da bolsa paulista. O título de 10 anos, referência do mercado, oferece atualmente rendimento de menos de 4% por ano.
- A taxa de juros americana tem estimulado investidores a buscar alternativas e o Brasil tem sido uma das opções - observou Ruy Araújo, sócio-diretor da Método Investimentos. A instituição prevê que a bolsa encerre o ano entre 28 mil e 30 mil pontos, o que representa ganho de até 20% em relação ao fechamento de quinta-feira.
Mercado prevê alta de 20% para Bovespa no 2o semestre
Sexta, 01 de Julho de 2005 às 08:37, por: CdB