Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Mercado eleva estimativa para o IPCA do ano

Segunda, 28 de Março de 2005 às 08:41, por: CdB

Segundo pesquisa semanal do Banco Central (BC) com cerca de 100 instituições financeiras, a inflação oficial deve fechar o ano em 5,83%, contra uma estimativa de 5,80% da semana anterior. Para o ano de 2006, no entanto, a mediana das expectativas se manteve em 5%. A meta do BC ajustada para este ano é de 5,1%.

Esta é a quarta quarta semana consecutiva em que o mercado elevou a estimativa para 2005 do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação usado no sistema de metas do governo.

Para o mês de março, o prognóstico do mercado é de IPCA em 0,65%, mesma estimativa da semana anterior. Em abril, no entanto, a projeção dos economistas das instituições financeiras é de IPCA de 0,60%, avanço em relação ao último relatório, que previa variação positiva de 0,52%. Para o acumulado em 12 meses, os analistas dos bancos prevêem que o IPCA deve ficar em 5,59%, contra 5,54% há uma semana.

A resistência das expectativas do mercado acima da meta ajustada de inflação para o ano é um dos motivos para o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa básica de juros da economia, a Selic.

Para o fim do ano o mercado elevou o prognóstico da Selic. Segundo a pesquisa do BC, os juros devem fechar o ano em 17,50%, contra projeção de 17,13% da semana anterior. Em 2006, a mediana das expectativas se manteve em 15%.

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas do país) em 2005, o mercado prevê 3,67%, sem alteração em relação à pesquisa anterior. Para 2006, a mediana das expectativas prevê que a economia brasileira deve crescer 3,70%, também sem alteração.

No dia 16 de março, o Copom decidiu subir a taxa pelo sétimo mês seguido, em 0,5 ponto percentual, de 18,75% para 19,25% ao ano. Para a reunião de abril, os analistas dos bancos ouvidos pelo BC esperam que o Copom mantenha a taxa em 19,25%, mesma expectativa da semana passada.

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