Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Alessandro Teixeira, e a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini, assinaram, nesta quarta-feira, um convênio para promover o mercado editorial brasileiro no exterior. A solenidade aconteceu na Câmara Brasileira do Livro. O Projeto Setorial Integrado (PSI) do Mercado Editorial envolve ações para facilitar negócios entre editoras brasileiras e representantes do mercado internacional.
O suporte ao mercado editorial ocorre no momento em que a maior fabricante brasileira de papel, a Suzano Papel e Celulose, anuncia um aumento no lucro líquido do segundo trimestre e um projeto de expansão que ampliará sua capacidade de produção de celulose em 4,3 milhões de toneladas por ano, em investimentos de cerca de US$ 5 bilhões. O segmento editorial brasileiro é um dos maiores consumidores dos produtos fabricados pela indústria.
O lucro líquido da companhia chegou a R$ 185,56 milhões no segundo trimestre, apos ganho de R$ 172,08 milhões no mesmo perídodo, ano passado, impulsionada por efeitos contábeis, salto de vendas de celulose, que tiveram preços maiores no período e foram puxadas por nova linha de produção, e menores custos de venda. A empresa ainda anunciou nesta quarta-feira projeto de expansão para o período de 2008 a 2015 que prevê ampliação da capacidade total de papel e celulose para 7,2 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade instalada é de 2,8 milhões por ano.
O projeto, que ainda precisa ser aprovado pelo conselho de administração da empresa, compreende três linhas de produção de celulose, além da ampliação da unidade de Mucuri, na Bahia. Cada nova linha, a ser instalada nos Estados do Maranhão e Piauí, terá capacidade prevista de 1,3 milhão de toneladas por ano e a base florestal inicial no Maranhão será composta em parceria com a Vale.
"Os ativos florestais que já se encontram em formação, possibilitam a antecipação do início da produção (da nova unidade no sul do Maranhão) para 2013", informou a Suzano em comunicado separado do resultado trimestral.
O transporte da produção será realizado por ferrovias da Vale (Norte-Sul e Estrada de Ferro Carajás), informou a Suzano. A exportação será por terminal marítimo a ser definido na região de São Luis. Já no Piauí, A base florestal a ser implantada será composta aproximadamente de 70 por cento de plantios próprios e de 30 por cento de outros produtores locais. O início da produção está previsto para 2014 na região e o transporte da produção da unidade será feito pela Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN).
O investimento industrial em cada nova linha de 1,3 milhão de toneladas por ano é estimado em cerca de 1,8 bilhão de dólares e a ampliação da unidade de Mucuri ainda exigirá gastos de cerca de 500 milhões de dólares.