Rio de Janeiro, 10 de Agosto de 2026

"Mercado de trabalho nunca foi tão positivo"

Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 07:05, por: CdB

Na maior concentração urbana de trabalhadores, e da economia, no país e onde os índices de desemprego, tradicionalmente, são mais altos, a Grande São Paulo (39 municípios, incluindo a Capital), a taxa de desemprego ficou em 10,5% em janeiro pp.

A constatação é de pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE). É, também, a menor taxa registrada para um mês de janeiro (vejam, também, o Destaque do dia).

Nesta região metropolitana, uma ótima notícia trazida pela pesquisa DIEESE: a taxa de desemprego deve ficar abaixo de 10% ainda neste ano. "Está havendo uma troca no mercado: as vagas com carteira estão subindo, enquanto o número de pessoas sem carteira ou autônomas está caindo", justificou Sérgio Mendonça, economista do DIEESE, ao divulgar a pesquisa.

Modelo de desenvolvimento, questão central para nós

Historicamente, na Grande São Paulo, e em todo o país, o nível de desemprego sobe em janeiro por causa da demissão dos temporários contratados para reforçar os mercados nas festas de fim de ano. Mas, segundo prevê Mendonça, na Grande São Paulo ele deve voltar a se reduzir já nos meses de abril e maio, caindo abaixo da barreira dos 10% por volta de julho ou agosto.

"Nunca tivemos um mercado de trabalho tão positivo. Se o país continuar com um ritmo de crescimento entre 4% e 5%, o desemprego pode voltar aos níveis apresentados no fim da década de 80 em dois ou três anos" previu Sérgio Mendonça.

Contra fatos e números não há argumentos. Como se vê, por duas pesquisas (IBGE e DIEESE), há formalização e aumento do emprego em todo o país, duas conseqüências do modelo de crescimento apoiado no mercado interno e na distribuição de renda.

Por isto mesmo este é o modelo que constitui a garantia de nosso desenvolvimento não apenas econômico, mas, principalmente, social. Este quadro, que os índices de emprego revela, mostra que este modelo tem que continuar e que ele é uma questão política central para nós.

Tags:
Edições digital e impressa