Crescimento acima de 15% em 2001. Esta é uma das projeções apontadas pelo relatório Brazil Data Network Services - 2001 da IDC Brasil, que traçou um quadro bastante abrangente do mercado de serviços de comunicação de dados no país, não só quantificando este segmento em 2000 como projetando o valor total deste mercado, incluindo nessas projeções os número de acessos, linhas e tipos de acessos em uso - se X.25, frame relay, ATM, IP ou linhas dedicadas - até 2005. O relatório também detalha e aponta tendências para o mercado de serviços de comunicação de dados por velocidade de acesso, além de apresentar a distribuição dos serviços por segmento empresarial, mercado vertical, tipo de tráfego e meio de transporte dos dados. O estudo da subsidiária brasileira do instituto norte-americano de pesquisa de mercado Inclui ainda o detalhamento sobre as tendências, regulamentação e os principais fatores aceleradores e inibidores para o crescimento deste segmento no Brasil. De acordo com a IDC Brasil, as projeções para este mercado já em 2001 são bastante positivas, com um crescimento em torno de 16% de crescimento em relação ao ano passado (desconsiderando-se a defasagem cambial) e uma receita total prevista de US$ 1,7 bilhão. De acordo com o analista sênior de telecomunicações da IDC Brasil, Cláudio Almeida, as expectativas são ainda maiores se a análise incluir o auxílio do governo, com o uso de parte do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) nos projetos para ampliação das redes de interligação entre órgãos e empresas estatais. A onda de parcerias e fusões deverá ser acentuada a partir de 2002, segundo o estudo, com a liberalização total do mercado brasileiro de telecomunicações. Para Claudio Almeida, dois fatores serão importantes para a concretização desta tendência: a necessidade dos atuais operadores em ampliar suas regiões geográficas de atuação e a diversificação dos seus serviços. O relatório mostra ainda que, no ano passado, o mercado faturou US$ 1,5 bilhão, o que representa um crescimento de 20% em relação a 99, sendo que a maior fatia ainda se encontra no segmento de linhas dedicadas ou clear channels, como são conhecidas, com cerca de 61%. Já o acesso X.25 diminuiu sua participação de mercado para 13% e deverá perder ainda mais espaço nos próximos anos, devido à transição dos seus clientes para outras tecnologias como o frame relay, que obteve um aumento de participação, ficando com 13% do total do mercado. O analista da IDC Brasil explica que estas mudanças se devem à migração dos clientes X.25 para as redes frame relay e a acentuada queda de preços do acesso. Enquanto isso, os acessos IP foram a grande surpresa do mercado de acordo com o estudo, ficando com 9% de participação somente com os faturamentos provenientes da comercialização dos acessos dedicados. A pesquisa revela também que a Região Sudeste concentra a maioria dos operadores e clientes, sendo responsável por 76% de toda a receita de dados no país, com o maior parque instalado de anéis de fibras ópticas e cabendo ao Estado de São Paulo uma fatia de 39% do total da receita nacional De acordo com o relatório do IDC, cerca de 70% do mercado potencial é composto por pequenas e médias empresas, geograficamente dispersas nas diversas regiões, sendo que mesmo assim, a infra-estrutura dos operadores não foi desenvolvida para atender tamanha demanda.
Mercado de serviços de comunicação de dados deve gerar US$ 1,7 bilhão
O mercado nacional de serviços de comunicação de dados deverá registrar um crescimento acima dos 15% durante 2001, com um uma receita total prevista para o setor em torno de US$ 1,7 bilhão. Segundo o relatório do instituto de pesquisas IDC Brasil, essas projeções poderão melhorar dependendo da liberação de parte das verbas do Plano Plurianual do governo para projetos de ampliação das redes de interligação de órgãos estatais
Segunda, 17 de Setembro de 2001 às 13:34, por: CdB