Analistas do mercado financeiro apostam, às vésperas da próxima reunião mensal do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em uma elevação da Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira) de 0,5 ponto percentual, para 19,25% ao ano. A previsão continua sendo a mesma da semana passada. Se confirmado o aumento, será o sétimo seguido desde o ano passado. A taxa hoje está em 18,75% ao ano. Para os agentes consultados pelo BC no boletim Focus, no entanto, a Selic irá terminar 2004 em 17% ao ano. Ao elevar a taxa de juros, o BC visa esfriar o consumo e manter a inflação sob controle. Esta decisão, no entanto, é muito criticada por empresários e a população em geral devido à redução dos investimentos e o desemprego.
Para a inflação deste ano, o mercado elevou seu prognóstico pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2005 pela segunda semana seguida, de 5,72% para 5,77% por cento, ainda segundo a pesquisa Focus, nesta segunda-feira. A estimativa para a inflação nos próximos 12 meses caiu de 5,59% para 5,48%, enquanto a para 2006 manteve-se em 5%. A estimativa para a taxa em março passou de 0,55% para 0,60% e a para abril subiu de 0,41% para 0,43%.
O prognóstico para o câmbio no final deste ano ficou estável em R$ 2,80, enquanto no fim do próximo passou de R$ 3 para R$ 2,99.
Sobre o crescimento da economia, os analistas esperam que o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por uma país) tenha um aumento de 3,69% neste ano, a mesma previsão da semana anterior.