Diferentemente de outros anos em que no dia de estráia da Copa o clima da festa já teria tomado conta do mercado financeiro, os mercados mais tradicionais não estão dando sossego e a bolsa de apostas na Copa está fraca.
Além disso, o trauma deixado por uma negociação que não foi honrada no Campeonato Brasileiro trouxe desconfiança para a bolsa de apostas, que depende exclusivamente da palavra dos apostadores.
Hoje não se opera mais no grito, como acontecia no pregão da Bovespa, pois tudo passou a ser feito eletrônicamente. Essa será a primeira Copa sem o pregão de viva-voz na Bolsa de Valores de São Paulo.
Mas a tecnologia também ajuda os que gostam de apostar em futebol. É possível apostar pela Internet em sites estabelecidos em países onde essas apostas são bem-vindas. E o Brasil é a grande barbada.
No site de apostas irlandês TradeSports, a seleção brasileira era a mais cotada para vencer a Copa, com 25% de chances de vitória, conforme os preços no final da quinta-feira. A seleção da Inglaterra, segunda mais cotada, tinha 11,8% de chances de ganhar seu segundo mundial, segundo os apostadores.
Cada contrato negociado no site vale US$10 dólares. Com as chances estimadas para o Brasil, o apostador que quiser "comprar" o hexa tem de pagar US$2,50 por contrato. Se a seleção for eliminada, o apostador perde o dinheiro. Mas se vencer a final, no dia 9 de julho, o contrato será liquidado pelo valor máximo e o apostador que comprou ontem ganharia US$7,50, além do dinheiro investido.
A seleção alemã é a terceira na preferência dos apostadores, bem perto da Inglaterra, com 10,2% de chances de vencer. A Costa Rica é quase a lanterninha, só ganha de Trinidad e Tobago, com 0,1% de chances.