O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), minimizou manhã desta terça-feira a ameaça do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), de que, sem um acordo com aquela bancada, a reforma tributária poderia não ser votada ainda este ano. Segundo Mercadante, Calheiros está apenas assegurando o espaço do seu partido nas negociações. - O PMDB tem colaborado e as suas reivindicações como a da redução da carga tributária já estão incorporadas nas discussões sobre a reforma - disse.
O relator da reforma tributária, Romero Jucá (PMDB-RR) lembrou que o líder peemedebista comanda uma bancada heterogênea e que precisa defender suas posições junto a todos os setores do partido. "Renan é um parceiro", afirmou. O líder havia dito nesta segunda-feira que as negociações para a reforma tributária estão sendo muito morosas e incorporou às suas reivindicações as propostas já defendidas pelo PFL e pelo PSDB, como a redução da alíquota da CPMF a partir de 2005. -A redução da carga tributária a partir da melhoria do desempenho da economia é uma importante inovação incluída na reforma pelos líderes dos partidos no Senado - disse Mercadante.
O líder esteve ontem à noite com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, para ouvi-lo sobre a reforma tributária. Ele se encontra hoje à tarde com os senadores da oposição para fechar o acordo sobre as emendas a serem apresentadas até amanhã no plenário do Senado, quando será concluída a discussão da reforma tributária.