Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2026

Mercadante diz que Renan não tem condições de voltar a presidir o Senado

Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) perdeu as condições de voltar a presidir o Senado. A declaração foi feita através de nota oficial, divulgada nesta sexta-feira, na qual ele também diz que o presidente licenciado da Casa não participou da negociação que levou ao afastamento do peemedebista do cargo. (Leia Mais)

Sexta, 12 de Outubro de 2007 às 10:17, por: CdB

Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) perdeu as condições de voltar a presidir o Senado. A declaração foi feita através de nota oficial, divulgada nesta sexta-feira, na qual ele também diz que o presidente licenciado da Casa não participou da negociação que levou ao afastamento do peemedebista do cargo.

Mercadante acredita que " o futuro de seu mandato depende da consistência das acusações e da capacidade de defesa que ele venha a apresentar até o julgamento das representações".

Renan Calheiros anunciou na quinta-feira que está se licenciando do cargo por 45 dias. Alvo de três processos por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética, o peemedebista disse em pronunciamento para a TV Senado que não precisa do cargo de presidente da Casa para se defender.

Enquanto estiver em licença, a presidência do Senado será ocupada pelo petista Tião Viana (AC), vice-presidente do Senado.

— Agindo assim, afasto de uma vez por todas o mais recente e injusto pretexto usado para tentar dar corpo à inconsistência das representações, enviadas sem qualquer indício ou prova ao Conselho de Ética do Senado Federal —, disse Renan no pronunciamento.

Ao anunciar seu licenciamento, Renan fez questão de dizer que quer evitar constrangimentos como a sessão da última terça-feira, quando vários senadores pediram para ele deixar o cargo.
O peemedebista ainda voltou a reafirmar que é inocente e disse que vai enfrentar os processos "à luz do dia, com dignidade, sem subterfúgios".

— Não lancei mão das prerrogativas de presidente do Senado em meu benefício ou contra quem quer que seja. A minha trincheira de luta sempre foi a inflexível certeza da inocência, a qual estou convicto, prevalecerá com a verdade, como aconteceu na minha absolvição —, disse.

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