Rio de Janeiro, 16 de Fevereiro de 2026

Meninas do judô brasileiro querem garantir passagem para Pequim 2008

Mais do que medalhas, as meninas do judô brasileiro têm uma meta clara: a classificação para as Olimpíadas de Pequim 2008, direta e sem escalas.

Segunda, 10 de Setembro de 2007 às 21:07, por: CdB

Mais do que medalhas, as meninas do judô brasileiro têm uma meta que ultrapassa as disputas do campeonato Mundial de Judô, a classificação para as Olimpíadas de Pequim 2008, direta e sem escalas.
 
O que, entretanto, as judocas brasileiras já sabem que vai ser uma tarefa dura e vai exigir mais do que a capacidade técnica das meninas da equipe feminina da seleção de judô do Brasil. Na verdade, o Mundial promete ser uma verdadeira prova de enduro, onde as chances de medalhas e conseqüentemente de classificação para Pequim aumentam para as atletas que tiveram mais fôlego e resistência física ao final de um longo dia de lutas com adversárias das mais diversas partes do mundo.
 
Para a técnica responsável pela equipe feminina, Rosicléia Campos, esse vai ser um dos maiores testes para a preparação, tanto física quanto técnica, que vem sendo feita com as meninas da equipe feminina. A técnica, inclusive, faz questão de ressaltar as diferenças entre o Mundial e o Pan-Americano, que as meninas disputaram há pouco menos de um mês e meio.
 
- O campeonato mundial é muito diferente dos Jogos Pan-Americanos e deve ser uma competição muito dura para todos. Isso acontece principalmente por conta do ritmo pesado que vai ser imposto aos atletas ao longo de cada um dos dias de competição do Mundial – enfatiza Rosicléia.
 
Com uma postura bastante pragmática, a equipe feminina está voltada para a obtenção de um desempenho que garanta o carimbo do passaporte em direção à Pequim 2008. Até pelo fato de alguns dos competidores que vão participar do Mundial não serem muito conhecidos ou tradicionais dentro do judô mundial, a exemplo de alguns países africanos como Burkina Faso.
 
- As meninas vão se defrontar com adversárias conhecidas da Europa e da Ásia, mas também podem se defrontar com atletas de países sobre os quais não temos nenhuma informação a respeito, o que pode trazer algumas surpresas dentro da competição. Nossa meta principal, então, é garantir um desempenho consistente e que nos coloque nas cinco melhores colocações de cada categoria – adianta a técnica.
 
Rosicléia mostra confiança na preparação das meninas do judô brasileiro para agüentar o ritmo pesado da competição, com um ritmo de treino voltado para o condicionamento físico do organismo das atletas ao ritmo puxado das lutas.
 
- Nós estamos treinando em um ritmo que busca fazer a simulação mais próxima da realidade que as atletas vão enfrentar ao longo do Mundial, inclusive com treinos que vão até a noite, para acostumar o organismo das meninas a se manter em funcionamento total até o final de cada um dos dias de competições.
 
A técnica não descarta a possibilidade de medalhas para a equipe feminina, apesar de frisar que não deverá acontecer na mesma proporção dos Jogos Pan-Americanos.
 
- Estatisticamente, a equipe brasileira tem chances de conquistar medalhas, pelo fato de termos atletas de nível e com bons resultados internacionais, como é o caso da Edinanci, da Danielle Zangrando e da Daniele Polzin, só para citar algumas das atletas com possibilidades de medalhas no Mundial. Mas o fato é que a nossa tática é de lutar e ganhar combate a combate e as medalhas se tornam uma conseqüência do nosso desempenho.

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