O ex-presidente argentino Carlos Menem, procurado internacionalmente pela Justiça argentina para ser julgado por suspeita de corrupção, disse nesta quarta-feira que é um perseguido político "como Perón e outros grandes da história".
Ele afirmou ainda que será candidato a deputado ou senador nas eleições de 2005. O ex-presidente, que está no Chile com sua mulher, Cecília Bolocco, acusou o governo do presidente Néstor Kirchner de persegui-lo. Menem voltou a dizer que não vai a Buenos Aires prestar depoimento por falta de garantias jurídicas.
- Há uma perseguição política. Os homens de sucesso evidentemente são perseguidos. Isso não acontece só comigo, mas também com outros homens da política: por exemplo, Perón e outros grandes da história - disse Menem à rádio argentina La Red.
Menem é investigado por supostos atos de corrupção durante seu mandato, de 1989 a 1999, e por uma conta não declarada de 600 mil dólares que ele mantém na Suíça. O ex-dirigente, que ainda se chama de "presidente", afirmou que "pode ser" que se apresente como candidato a deputado ou senador nas eleições de 2005, mas que "o objetivo fundamental é 2007". Em 2007, são realizadas eleições à Presidência na Argentina.