Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026

Mendes desconversa sobre possível voto de Toffoli no caso Battisti

Quarta, 11 de Novembro de 2009 às 11:30, por: CdB

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes preferiu não comentar qualquer possibilidade de o governo italiano vir a questionar a participação do ministro José Antonio Dias Toffoli no julgamento de extradição do ex-militante de esquerda Cesare Battisti, previsto para esta quinta-feira. Mendes limitou-se a dizer que os ministros do STF têm condições de dar encaminhamento a essa questão e que terão soluções adequadas para “essas controvérsias”.

Antes de ser nomeado ministro da Supremo Corte, Toffoli ocupou o cargo de Advogado-Geral da União. O governo já se manifestou contrário à extradição de Cesare Battisti. Enquanto ocupou o cargo, no entanto, José Antonio Dias Toffoli não se manifestou formalmente sobre o processo que segue na pauta da Suprema Corte. Gilmar Mendes, nesta quarta-feira, comentou a possibilidade de os advogados do italiano tentarem transferir a decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso de o STF decidir pela extradição. Isso estaria baseado em um tratado entre Brasil e Itália que autorizaria o presidente a dar a palavra final caso haja o entendimento de que a pessoa em questão seja vítima de perseguição política.

O presidente do STF destacou que primeiramente é preciso aguardar um pronunciamento formal do Supremo. Logo em seguida, ele ressaltou que, no Brasil, “não há qualquer tradição de descumprimento de decisões do Judiciário, sobretudo do Supremo Tribunal Federal”.

Mendes participou de solenidade do Congresso Nacional que promulgou a emenda à Constituição que transfere ao quadro da União os servidores civis e militares do ex-território federal de Rondônia, concedendo a eles o mesmo tratamento assegurado aos funcionários dos ex-territórios do Amapá e de Roraima, e a que estabelece que a presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) será exercida pelo presidente do STF.

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