O Memorial da Liberdade mudou de nome. A partir desta sexta-feira, com a publicação do ato em Diário Oficial, o prédio do extinto Departamento da Ordem Política e Social (Dops), um dos mais terríveis locais de repressão da ditadura militar na capital paulistana, passou a se chamar Memorial da Resistência. A alternância dos nomes era uma antiga reivindicação de quem foi preso ou perseguido pelas forças de repressão nas décadas de 60 e 70 do século passado.
O delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos homens mais violentos do regime militar, foi o último diretor do Dops, onde agora também funciona a Pinacoteca do Estado
– Chegava a ser uma ironia ser chamado de Memorial da Liberdade. O novo nome é mais adequado e presta homenagem aos que lutaram aqui –?afirmou a jornalistas o secretário de Estado da Cultura, João Sayad.
Sayad esteve na cerimônia de relançamento do espaço, na véspera, à tarde, durante a abertura da exposição fotográfica sobre o período da ditadura. O projeto do memorial foi realizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.