Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2026

Membros do Hamas atacam QG da Fatah na Faixa de gaza

Terça, 12 de Junho de 2007 às 08:15, por: CdB

Atiradores do Hamas invadiram nesta terça-feira o QG de segurança da Fatah na Cidade de Gaza, minutos depois de terminar um prazo dado pelo grupo islâmico para que a facção secular deixasse instalações estratégicas na área.

Um porta-voz da Fatah, ligada ao presidente Mahmoud Abbas, disse que seu Comitê Central irá se reunir às 14h (horário de Brasília) para decidir se continuará ou não no governo de unidade formado com o Hamas em março.

Militantes do braço armado do Hamas ameaçaram atacar postos de segurança do grupo palestino adversário Fatah, na Faixa de Gaza.

Mensagens enviadas nesta manhã por meio de mesquitas controladas pelo Hamas na Cidade de Gaza deram aos militantes do Fatah duas horas para que eles abandonassem suas posições, incluindo prédios ocupados por forças de segurança ligadas ao Fatah.

A ameaça e os combates que estão ocorrendo nesta terça em Gaza são um agravamento da crise que já envolve a região palestina há meses.

Nas últimas 24 horas, pelo menos 16 pessoas morrera na Faixa de Gaza em confrontos envolvendo os dois grupos.

O correspondente da BBC em Jerusalém, Tim Franks, disse que na Faixa de Gaza, especialmente na Cidade de Gaza, a maioria das pessoas está dentro de suas casas para evitar a violência.

Acusações

O presidente palestino Mahmoud Abbas - que também é o líder do Fatah - acusou elementos dentro do Hamas de tentar tomar o poder na Faixa de Gaza.

Em uma declaração Abbas afirmou que alguns membros do Hamas estavam "planejando um golpe contra as instituições (palestinas) legítimas".

Também nesta terça autoridades do Hamas acusaram o Fatah de tentar assassinar o premiê Ismail Haniya, disparando uma granada-foguete contra sua casa.

O prédio foi danificado, mas ninguém foi ferido.

Esta foi a terceira vez que Haniya é alvo de ataques desde segunda-feira.

Durante a noite ocorreram disparos de morteiros contra os escritórios dos serviços de segurança preventiva liderados pelo Fatah.

As casas de ativistas também foram atacadas e um importante membro da Brigada dos Mártires de al-Aqsa, grupo ligado ao Fatah, levou 41 tiros enquanto estava internado em um hospital na cidade de Beit Hanoun.

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