Os membros do Banco Mundial reuniram-se nesta quinta-feira para aprovar a indicação de Paul Wolfowitz como presidente do organismo, apesar do receio de alguns países sobre a atuação dele como arquiteto da invasão ao Iraque.
O resultado já tinha sido decidido nas capitais dos principais países acionistas do banco antes de a diretoria, composta por 24 membros, encontrar-se para uma votação a ser conduzida pelo consenso.
Wolfowitz substituirá James Wolfensohn, que deixa o cargo em 31 de maio depois de 10 anos no topo do organismo que aprova bilhões de dólares para projetos que reduzem a pobreza.
O número 2 do Pentágono é candidato único ao cargo - que, por um acordo informal, costuma ser ocupado por um norte-americano. Em contrapartida, a Europa usualmente indica o presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Ativistas norte-americanos de organizações contra a pobreza afirmaram que vão protestar do lado de fora da sede do banco em Washington contra "a corrida de um único cavalo".
A nomeação de Wolfowitz foi assegurada, mesmo com o desconforto entre europeus que se opuseram à invasão ao Iraque.
Wolfowitz conseguiu apoio durante uma visita a Bruxelas na quarta-feira, onde confessou ser uma figura controversa, mas prometeu fazer amplas consultas aos membros do banco.
O presidente dos EUA, George W. Bush, escolheu Wolfowitz em um momento em que afirmou que são prioridades de seu governo melhorar as relações transatlânticas e a imagem do país no mundo árabe.
A indicação de Wolfowitz segue a nomeação de outro falcão, John Bolton, ao cargo de embaixador dos EUA nas Nações Unidas.
Membros do Banco Mundial reúnem-se para nomear Wolfowitz
Quinta, 31 de Março de 2005 às 13:21, por: CdB