O Tribunal Supremo das Ilhas Salomão condenou, nesta sexta-feira, à prisão perpétua três membros da Frente de Libertação de Guadalcanal (FLG), entre eles seu líder, Harold Keke, pelo assassinato do parlamentar Agustine Gebe.
Segundo indicou à emissora <i>Solomon Islands Broadcasting Corporation</i>, Keke, de 34 anos, foi sentenciado junto a dois companheiros, Ronnie Cawa, de 24, e Francis Lela, de 22, pelo crime cometido em agosto de 2002.
Gebe, também sacerdote católico, foi assassinado quando visitava a conflituosa costa leste do país em uma missão de paz.
Keke foi detido no ano seguinte e um mês depois de a FLG se render à força de Intervenção Internacional (RAMSI), desdobrada nas Ilhas Salomão para restabelecer a paz e a ordem no país, desestabilizada pelos enfrentamentos étnicos entre os habitantes de Guadalcanal e os de Malaita há mais de sete anos.
Segundo opinou o coordenador da Força de Intervenção, o australiano James Batley, a condenação foi adequada e necessária.
As Ilhas Salomão sofrem os resultados de uma longa e complexa guerra entre os habitantes da ilha Guadalcanal, a principal da nação e a mais fértil e rica, e os emigrantes da vizinha Malaita, afetada pelo excesso de população.
A rivalidade étnica fez os habitantes das duas ilhas criarem suas próprias milícias, o que significou o começo de uma guerra civil que em junho de 2000 levou a um golpe de Estado que depôs o primeiro-ministro, Bartolome Ulufa-alu.
Em 2003 foi assinado um acordo de paz, mas Keke se retratou meses mais tarde e retomou as armas, que levou ao ressurgimento da violência e a posterior intervenção da força internacional liderada pela Austrália, que ainda permanece nas Salomão.
Segundo Batley, a captura e condenação de Keke e dos seus, "dará aos ilhéus das Salomão, confiança de que seu sistema de justiça funciona de novo", declarou através da citada rádio local
Membros de grupo rebelde de Salomão são condenados à prisão perpétua
Sexta, 18 de Março de 2005 às 02:26, por: CdB