Cinco membros da família Schincariol e outros detidos na operação Cevada, da Polícia Federal, foram liberados nesta madrugada, informaram a polícia e a assessoria da empresa neste sábado.
Eles estavam detidos na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo desde o dia 15, sob acusação de sonegação de impostos da ordem de 1 bilhão de reais nos últimos cinco anos.
A partir de agora, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, os crimes de que foram acusados serão denunciados à Justiça Federal, que decidirá se abre ou não processo. Além da acusação de sonegação fiscal, existe suspeita de formação de quadrilha e fraude no mercado de distribuição de bebidas.
Fundada em 1939, a cervejaria familiar controla cerca de 15% do mercado brasileiro com marcas como a "Nova Schin". No ano passado, a companhia, que concorre no mercado com a AmBev, informou vendas de 2,5 bilhões de reais, quando comercializou 1,4 bilhão de litros de cerveja.
Por conta das prisões, a produção caiu 20 por cento nos últimos dias, segundo fontes próximas à empresa. Na sexta-feira, os mais de 2 mil funcionários da maior fábrica da companhia, em Itu, São Paulo, suspenderam a produção para participar de protesto na cidade contra as prisões realizadas, informou a assessoria da Schincariol.
Os problemas com a Justiça também levaram o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a suspender empréstimo de 227,8 milhões de reais para a construção de duas fábricas de cerveja que elevariam a produção em 16 %.