O principal partido de oposição na Grã-Bretanha está lidando com um desagradável golpe antes das eleições com a renúncia de um importante membro do partido Conservador, que afirmou que o partido estava escondendo o tamanho dos cortes propostos nos gastos.
A saída na quinta-feira do vice-chairman, Howard Flight, foi vista como um grande revés para o líder do partido Conservador, Michael Howard, antes das eleições parlamentares em 5 de maio.
Howard, que disse que Flight não será mais candidato na eleição, apressou-se para minimizar a perda política.
"Não faremos promessas que não iremos cumprir. Não iremos dizer uma coisa em particular e outra em público... Nós temos apenas um plano de gastos, está claro e orçado", afirmou Howard.
Mas o partido Trabalhista, do primeiro-ministro, Tony Blair, que aparece com vantagem nas pesquisas de opinião para ganhar o terceiro mandato, foi rápido em se lançar sobre a confusão conservadora.
Flight ajudou a fazer uma revisão de gastos do partido Conservador que apontava que eles poderiam economizar 35 bilhões de libras (65 bilhões de dólares) em gastos do governo ao eliminar desperdícios.
O partido Trabalhista afirmou que isso significaria que eles cortariam gastos em saúde e educação, duas das questões mais sensíveis para os eleitores.
Flight renunciou logo após o jornal The Times ter obtido uma gravação dele contando aos partidários que o tamanho dos cortes estava sendo escondido porque "você primeiro tem que ganhar as eleições".
Flight, enviado especial ao distrito financeiro da cidade de Londres, disse em comunicado após sua renúncia que lamentava sua escolha de palavras --que, segundo ele, não refletem a opinião de seu partido.