Um dos quatro militantes da Al Qaeda que escaparam da principal prisão militar dos Estados Unidos no Afeganistão foi recapturado nesta terça-feira, disse uma autoridade afegã.
O homem foi encontrado escondido em uma mesquita a cerca de dois quilômetros a noroeste da base de Bagram, que abriga a prisão de onde os militantes escaparam na segunda-feira, disse a autoridade, que pediu anonimato.
- Ele foi encontrado na mesquita por volta das 9h30 (2h horário de Brasília). Ele estava escondido lá. Os outros ainda estão foragidos - disse.
A fonte informou que o militante árabe, não identificado, foi recapturado sem ferimentos durante uma operação envolvendo a polícia afegã e a Força de Reação Rápida, comandada pelas forças lideradas pelos EUA.
Um porta-voz dos exército dos EUA disse que não podia confirmar a notícia, mas que estava verificando.
A fuga provocou uma grande operação aérea e terrestre envolvendo cententas de soldados dos EUA e afegãos.
Foi o maior constrangimento para os norte-americanos desde a invasão do Afeganistão, em 2001, para derrubar o governo fundamentalista do Taliban, que se recusou a entregar Osama bin Laden e outros líderes da Al Qaeda responsáveis pelos ataques de 11 de setembro.
Os militares dos EUA disseram que vão investigar a fuga da base, que tem forte vigilância.
- É um assunto muito sério para nós - disse o tenente-coronel Jerry O'Hara, ao ser questionado se os foragidos podem ter contado com ajuda interna de guardas.
-Certamente vamos investigar o assunto - disse ainda.
Ele recusou-se a divulgar os nomes dos foragidos, que classificou de "combatentes inimigos perigosos". Mas autoridades afegãs disseram que são Abdullah Hashimi, da Síria, Mahmoud Ahmad Mohammad, do Kuweit, o saudita Mahmoud Alfatahni e o líbio Mohammad Hassan.
Os militares dos EUA distribuíram fotos dos foragidos às forças de segurança do Afeganistão. Eles têm barba, usam uniformes de prisioneiro na cor laranja e aparentam ter entre 20 e 40 anos.
O porta-voz do Taliban, Abdul Latif Hakimi, disse que a fuga é um desastre de propaganda para os norte-americanos.
- É um grande constrangimento para eles. No passado, havia o sentimento de que os americanos eram tão fortes que poderiam fazer milagres, mas isso mostra claramente que eles são vulneráveis - diss ele.