Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Melhoria da produção industrial tende a ampliar volume de impostos

Quinta, 16 de Julho de 2009 às 07:55, por: CdB

A arrecadação de impostos e contribuições federais ficou em R$ 54,034 bilhões em junho, segundo divulgou a Receita Federal, nesta quinta-feira. Foi a oitava queda consecutiva na arrecadação em comparação a um mês anterior e um recuo real de 7,51% em relação a junho de 2008. No ano, a arrecadação acumula R$ 321,375 bilhões, 7,02% a menos em relação ao primeiro semestre de 2008.

Principal efeito da redução no volume de impostos arrecadados, a queda na produção industrial tende a se reduzir nos próximos meses. É o que prevê o chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Patrick Carvalho. Segundo estudos promovidos pela instituição, as indústrias fluminenses estão reagindo à crise financeira internacional e já mostram uma tendência de crescimento no número de contratações para o segundo semestre.

Na nota técnica de acompanhamento mensal do mercado de trabalho, divulgada pela Firjan, a indústria de transformação teve um saldo positivo de 1.741 vagas em maio, considerado o mais significativo desde o início da crise externa. Os destaques foram a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, que contratou 1.337 pessoas, e a indústria têxtil, que criou 540 postos de trabalho, o que significou mais que o dobro de contratações feitas no mesmo mês de 2008 (214).

Segundo o último registro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho, em maio, foram gerados 7.920 novos empregos no estado do Rio de Janeiro.

– A gente percebe que, após o forte ajuste do final do ano passado, a recuperação na margem já foi feita. Mês a mês, vem melhorando o quadro. E a gente acredita que, no segundo semestre, haverá uma recuperação ainda mais rápida no mercado de trabalho. Os indicadores estão apontando nesse caminho – avaliou.

O economista da Firjan afirmou que os setores automobilístico e da construção civil podem registrar elevação das contratações nos próximos meses, por conta das recentes medidas adotadas pelo governo tais como a redução de impostos e o incentivo à habitação popular. No acumulado de janeiro a maio, entretanto, a indústria de transformação registrou perda de 4.837 empregos, em função da crise. Patrick Carvalho observou que os valores, em geral, já são menores no começo do ano, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. Se fossem excluídos esses dois meses, ele estimou que o saldo seria um pouco maior.

Nos cinco primeiros meses de 2009, o saldo de vagas no estado foi 9.712. O setor de serviços respondeu por 17.965 contratações e a indústria da construção civil, por 13.386 novos empregos. Em contrapartida, o comércio perdeu 18.942 vagas.

Tags:
Edições digital e impressa