O movimento político de Mélenchon, França Insubmissa, disse em um comunicado que nenhum de seus membros irá votar em Le Pen no dia 7 de maio
Por Redação, com Reuters - de Paris:
Jean-Luc Mélenchon, candidato de extrema-esquerda que ficou em quarto lugar no primeiro turno da eleição presidencial da França com quase 20 % dos votos, está sondando seus principais apoiadores para saber se irão apoiar o candidato de centro Emmanuel Macron no segundo turno contra Marine Le Pen, de extrema-direita.
O movimento político de Mélenchon, França Insubmissa, disse em um comunicado que nenhum de seus membros irá votar em Le Pen no dia 7 de maio.
O grupo disse que sua sondagem irá se restringir a membros registrados antes da primeira etapa da votação, ocorrida no domingo, e irá oferecer três opções: branco, voto em Macron e abstenção.
Antes do primeiro turno Mélenchon disse que não iria apoiar nenhum concorrente na rodada decisiva, e manteve a palavra. O comunicado sustentou que o resultado da sondagem não irá equivaler a uma declaração de apoio.
Campanha
Durante a campanha ele foi um crítico feroz tanto de Macron, ex-ministro da Economia e ex-banqueiro de investimento, quanto de Le Pen, líder do partido Frente Nacional.
– O segundo turno lança a candidata da extrema-direita contra o candidato da extrema finança – diz o informe. "Não se trata de uma recomendação de voto. Trata-se simplesmente de conhecer a posição dos insubmissos".
A consulta teve início na noite de terça-feira e irá terminar ao meio-dia de 2 de maio. Os resultados serão divulgados na tarde do mesmo dia, ainda de acordo com o comunicado.
Mélenchon defende políticas de proteção ao trabalhador e antiglobalização semelhantes às de Le Pen. E os institutos de pesquisa dizem que parte de seus apoiadores pode escolhê-la na decisão do mês que vem.
Mas ele se opõe firmemente à postura anti-imigrante da rival. Ao seu foco no islamismo radical como uma das raízes dos problemas do país.
– Por definição, o França Insubmissa defende os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade – diz o informe do partido. "Como resultado, o voto na candidata da extrema-direita não será representado como uma opção".
As pesquisas indicam que Macron deve conquistar a Presidência com cerca de 60 % ou mais dos votos no turno decisivo.