Rio de Janeiro, 19 de Fevereiro de 2026

Meirelles prevê grau de investimento para o Brasil em 2 anos

A turbulência no mercado financeiro norte-americano serviu para a economia brasileira demonstrar que vai “muito bem e com seus fundamentos firmes”. A afirmação foi feito pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em audiência pública na manhã de terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. (Leia Mais)

Terça, 25 de Setembro de 2007 às 09:46, por: CdB

A turbulência no mercado financeiro norte-americano serviu para a economia brasileira demonstrar que vai “muito bem e com seus fundamentos firmes”. A afirmação foi feito pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em audiência pública na manhã de terça-feira, na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Meirelles reafirmou o acerto das linhas gerais da economia, a começar pelo controle da inflação, que está um pouco acima dos índices do ano passado, mas abaixo do centro da meta de 4,5% para este ano.

Para o presidente do BC o controle inflacionário é reflexo direto da política cautelosa adotada pela autoridade monetária na redução da taxa básica de juros, hoje de 11,25% ao ano. Este é um dos fatores de solidez da economia brasileira que, na previsão do presidente do BC, alcançará o grau de investimento nos próximos dois anos.

- As agências de rating estão sujeitas a um certo questionamento (por problemas no setor de hipotecas dos Estados Unidos) e, portanto, estão particularmente cuidadosas. De qualquer maneira, Brasil teve upgrade no meio da turbulência. Creio que o Brasil está caminhando para o 'investment grade' num prazo não muito longo... mas perto de um a dois anos do que de oito a dez anos - disse.

Meirelles ressaltou que a turbulência no mercado financeiro foi absorvida com “absoluta normalidade” pela economia brasileira, melhor do que pelos demais países emergentes. Tanto que o risco Brasil voltou aos seus níveis mais baixos e a Bolsa de Valores está com sua melhor formação. Mas ele ressaltou que ainda há fatores de incerteza externa decorrentes dos problemas originados no mercado de crédito hipotecário de alto risco (subprime) dos EUA, como a exposição de bancos europeus a essas operações.

O presidente do BC reafirmou que as reservas cambiais, atualmente acima de US$ 160 bilhões, contribuem para maior liquidez do país, além de aumentar o grau de confiança externa. Ele não falou, contudo, sobre a expectativa geral quanto à continuidade do processo de redução da taxa básica de juros (Selic).

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