Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Meirelles: Inflação reflete crescimento do país

Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles disse que o aumento de preços no atacado, superior ao verificado no varejo, é reflexo de uma demanda aquecida que gera riscos de repasses generalizados ao varejo. Segundo ele, hoje há uma inflação não só de alimentos, mas de matérias-primas, metais, químicos, petróleo e serviços. Segundo ele, essa inflação será mantida num patamar consistente com a trajetória de metas de uma economia que cresce de forma sustentável. (Leia Mais)

Sábado, 24 de Maio de 2008 às 10:57, por: CdB

Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles disse que o aumento de preços no atacado, superior ao verificado no varejo, é reflexo de uma demanda aquecida que gera riscos de repasses generalizados ao varejo. Segundo ele, hoje há uma inflação não só de alimentos, mas de matérias-primas, metais, químicos, petróleo e serviços. Segundo ele, essa inflação será mantida num patamar consistente com a trajetória de metas de uma economia que cresce de forma sustentável.

Meirelles afirmou, ainda, que caso o presidente da República e o Congresso Nacional decidam por uma elevação do superávit primário (a economia que o país faz para honrar seus compromissos financeiros), isso ajudaria na medida em que a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) cairia com maior rapidez, potencializando ainda mais a atual política monetária. Ele deixou claro que não cabe ao Banco Central definir quais são a prioridades do país, em termos de gasto público.

Meirelles também afirmou que o controle da inflação será feito pelo Banco Central com a taxa básica de juros, descartando alterações no sistema de compulsórios sobre depósitos à vista (dinheiro que os bancos repassam ao BC). Segundo ele, a experiência acumulada nos últimos dez anos de metas de inflação pode ajudar no atual esforço de controle dos preços.

- Usando a analogia do tiro ao alvo, o Banco Central sempre mira na meta. Depois do tiro disparado pode haver um vento forte que desvie um pouquinho a bala. Mas a próxima bala vai ser de novo atirada em direção à meta - disse.

Ele lembrou que, quando o Banco Central manifestou preocupação com a inflação, muitos analistas de mercado acharam que a autoridade monetária exagerava. Mas, à medida que se confirmaram as preocupações do BC, muito desses analistas reagiram de uma forma "talvez também exagerada”.

- Antes estavam, talvez, eufóricos. Hoje estão próximos do pânico - emendou.

O Banco Central, acrescentou Meirelles, mantém "absoluta serenidade", uma vez que o que está acontecendo atualmente já estava previsto.

- O Banco Central previu toda esta manifestação, anunciou e está tomando medidas a tempo - disse.

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