O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, classificou terça-feira o crescimento de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) previsto pelo BC para este ano de "um desempenho extraordinário", frente ao registrado por outras economias que enfrentaram crises semelhantes à vivida pelo país. Ao discursar na posse do novo diretor de Política Econômica do BC, Afonso Beviláqua, Meirelles afirmou: - Não é o crescimento dos nossos sonhos, o que precisamos. Mas será um desempenho extraordinário quando comparado à contração do produto enfrentada por países que passaram por crise similar à do Brasil - disse. Na avaliação do presidente do BC, o regime de metas de inflação foi o que permitiu ao Brasil administrar o efeito dos choques vividos nos últimos anos com um custo menor para o nível de atividade e a trajetória da inflação. - Este fato é freqüentemente ignorado por alguns analistas da cena brasileira. O Brasil perdeu US$ 30 bilhões em linhas externas em 2002. Países que foram forçados a ajustes similares em suas contas correntes tiveram quedas de 7% a 15% em seus produtos nacionais - afirmou. Segundo Meirelles, o Brasil está pagando o preço desse ajuste com uma política de juros restritiva para evitar o descontrole da inflação. Isso faz com que o nível de atividade seja comprometido. - Ao combinar disciplina e flexibilidade, no entanto, o regime de metas de inflação permite a adoção, com sucesso, de uma política mais eficaz e menos custosa do que qualquer dos regimes alternativos - afirmou.
Meirelles diz que crescimento de 1,5% do PIB é `extraordinário´
Terça, 01 de Julho de 2003 às 21:42, por: CdB