Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Meirelles, de cineasta a embaixador

Segunda, 12 de Abril de 2004 às 06:45, por: CdB

Depois de fazer a produção brasileira mais difundida dos últimos anos no exterior, Fernando Meirelles, diretor do famigerado Cidade de Deus, se mostra como um versátil homem de cinema. Muita críticas podem ser feitas a seu filme, entre elas até a de anti-cinema, ressaltando a estética publicitária e a narração ecumênica da fita. Mas Meirelles é certamente o nome mais curioso da indústria nos últimos anos. E, o que faz o diferencial, é honesto e nada pretensioso em suas propostas.

Em uma recente visita a São Paulo, a coluna deu uma boa olhada nos cinemas de rua da metrópole paulista. Como já foi comentado aqui, lá é bem diferente do mercado exibidor daqui. Inclusive os cinemas de rua. O Cine Belas Artes, que chegou a correr o risco de fechar as portas, vai voltar a funcionar. A tradicional sala, que hoje se encontra no estado pré-ruína, vai voltar a ativa em grande estilo. O versátil Meirelles através de sua produtora, O2, se associou ao banco HSBC e ao produtor André Strum para que seja feito uma espécie de multiplex alternativo do velho Cine Belas Artes. A proposta é fazer com que no espaço só sejam exibidos filmes de arte ou filmes "cinemão-de-qualidade". Para a Folha de S. Paulo, Meirelles agora seria um "embaixador para cinematografias novas ou desprezadas pelo circuito comercial".

Tá com cara de concorrência para o Grupo Estação e o Espaço Unibanco. Uma das propostas do novo espaço é o Noitão, que nada mais é que um genérico para a Maratona Odeon Br (filmes na madrugada inteira de sexta para sábado). O complexo ainda terá uma sala com projeção digital (aqui no Rio só tem uma no UCI). Relação candidato vaga: para cada oito filmes em cartaz, um é nacional.               

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