Embora pouco perceptível no dia a dia, e nem seja lembrado, a principal reforma esperada pelo país - na qual nos engajamos todos e agora precisamos mobilizar a sociedade para obter o seu apoio - a reforma política, já foi aprovada no Senado.
Menos nos pontos que dizem respeito ao próprio Senado, como por exemplo, o fim dos suplentes (há legislaturas em que eles compõem quase a metade dos 81 integrantes da Casa, mesmo sem terem recebido um único voto), e a revisão da duração de 8 anos do mandato de senador e das atribuições do Senado.
Vários outros pontos da reforma política, como a questão do voto proporcional nas eleições legislativas, o voto em lista, o financiamento público de campanhas eleitorais e a fidelidade partidária já foram aprovados pelos senadores, assim como o fim das coligações proporcionais e a instituição - e vigência - da cláusula de barreira.
É muito bom que a presidenta Dilma Rousseff, em sua ida ao Congresso Nacional ontem, tenha reafirmado seu compromisso com a reforma política (leiam nota acima). Resta à Câmara dos Deputados, portanto, buscar um acordo político para aprovar as propostas aprovadas no Senado.
Ou, então, avançar para outra solução quanto ao sistema de voto, seja manter o voto em lista, seja instituir o distrital misto, já que o distrital majoritário não terá maioria e é impossível acordo em torno deste sistema no Congresso Nacional.
Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026
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