Rio de Janeiro, 13 de Abril de 2026

Mega-Sena: segundo inquérito, viúva mandou matar marido

Segunda, 26 de Março de 2007 às 14:42, por: CdB

A polícia encerrou o inquérito sobre morte de milionário da Mega-Sena nesta segunda-feira. O Ministério Público tem até sexta-feira para denunciar os seis presos, suspeitos de participar do crime, ocorrido no dia 7 de janeiro de 2007. De acordo com as investigações, Adriana Almeida, viúva de Renné Senna, seria a mandante do assassinato e teria contratado ex-seguranças para matar o marido. Além da ex-cabeleireira, presa no fim de janeiro, os outros cinco suspeitos terão prisão preventiva pedida nesta segunda-feira, em Rio Bonito.

- Ela (Adriana) entraria como mandante porque teria contratado o Anderson (Anderson Sousa, ex-segurança de Renné Senna) para cometer o crime e ele, então, teria contratado os demais indiciados, que já eram comparsas dele -, explica Ricardo Barboza, delegado adjunto da Delegacia de Homicídios do Rio (DH). Anderson é acusado de ser o autor dos disparos que mataram o ex-lavrador.

Em depoimento informal ao ser preso, Anderson Silva de Sousa alegou que estaria em Petrópolis (Região Serrana do Rio) na casa de familiares, desde as festas de fim de ano até dias depois do crime. A arma, que segundo depoimento de empregados dele, ex-colegas de trabalho e testemunhas, era usada pelo ex-PM, desapareceu.

Segundo o delegado Ricardo Barbosa, as investigações apontam o ex-segurança Ednei Gonçalves Pereira como a pessoa que guiava a moto usada pelo assassino, e os policiais Ronaldo Amaral Oliveira e Marco Antonio Vicente, como responsáveis por dar apoio aos criminosos em um carro, avisando sobre qualquer tipo aproximação da polícia local. Janaína Oliveira Silva, mulher de Sousa e amiga de Adriana, teria ajudado nos preparativos e feito o contato entre o marido e a loura. Os seis estão presos.

De acordo com a hipótese da polícia, o crime teria sido motivado pelo medo da viúva de perder os 50% da fortuna do milionário.

 As investigações pretendem apontar como indícios ainda o fato de Adriana ter retirado todo o saldo das contas conjuntas que mantinha com o marido dias após o crime. O montante passava de R$ 1,8 milhão. Segundo a polícia, os ex-seguranças acusados foram demitidos de maneira rude, em setembro do ano passado, depois que David Vilhena, homem de confiança de Renné, denunciou um suposto plano para seqüestrar um dos filhos da ex-cabeleireira.

Na ocasião, eles teriam jurado vingança e, de acordo com a própria viúva em depoimento, o milionário chegara a pensar em um plano para mandar matá-los. David foi morto seis dias depois do episódio numa emboscada na Ilha do Governador.

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