Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

Medvedev promete reagir bem a fim de escudo antimíssil

A Rússia pode cancelar a instalação de mísseis perto da fronteira com a Polônia caso o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, desista de criar um escudo antimísseis na Europa Central, disse o presidente Dmitry Medvedev em entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal Le Figaro.(Leia Mais)

Quinta, 13 de Novembro de 2008 às 08:05, por: CdB

A Rússia pode cancelar a instalação de mísseis perto da fronteira com a Polônia caso o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, desista de criar um escudo antimísseis na Europa Central, disse o presidente Dmitry Medvedev em entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal Le Figaro.

Para Medvedev, a Rússia não tem escolha senão reagir à altura aos planos dos Estados Unidos de de instalar uma rede de mísseis e sistemas de radar perto de suas fronteiras.

– Mas estamos prontos para abandonar esta decisão de instalar mísseis em Kaliningrado se o novo governo norte-americano, depois de analisar a real utilidade de um sistema para responder a 'Estados hostis', decidir abandonar seu sistema antimísseis – acrescentou.

– Estamos preparados para negociar uma 'opção zero'. Estamos preparados para refletir sobre um sistema de segurança global com os Estados Unidos, os países da União Européia e a Federação Russa – disse.

Washington diz que o sistema a ser instalado na Polônia e na República Tcheca visa a proteger os EUA e seus aliados de países hostis, particularmente o Irã. Mas a Rússia vê nisso uma ameaça à sua segurança e na semana passada anunciou a intenção de instalar mísseis táticos Iskander na região de Kaliningrado, na fronteira com a Polônia.

Medvedev disse já ter conversado por telefone com Obama, e afirmou que espera encontrá-lo pessoalmente em breve.

– Esperamos criar relações francas e honestas com o novo governo e resolver problemas que não conseguimos resolver com a administração atual – disse ele.

Questionado sobre sua reação à crise financeira global, que afetou duramente o setor bancário russo, Medvedev disse que houve uma fuga de capitais da Rússia, e que são necessárias medidas para proteger bancos importantes e a poupança privada.

Há possibilidade de que o governo assuma participação em alguns bancos, como já fizeram Estados Unidos e Grã-Bretanha, mas que "a nacionalização não é a solução". Segundo ele, ações bancárias eventualmente adquiridas pelo governo deveriam ser vendidas o quanto antes.

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