O assassinato do líder espiritual do Hamas, xeique Ahmed Yassin, mudou bruscamente a rotina de bons resultados nas bolsas européias, que fecharam nesta segunda-feira em forte queda diante do medo no continente de novos atentados dentro e fora de Israel.
Em Londres, o índice FTSE terminou em 4.333 pontos com queda de 1,9% em seu nível mais baixo em três meses. Em Frankfurt, a queda foi de 2,35% e o DAX encerrou aos 3.729 pontos. Em Madri, o Ibex caiu 1,92%, fechando cotados aos 7.727 pontos. O CAC 40, negociado em Paris, terminou em queda de 2,05% aos 3.539 pontos.
O temor de novos ataques terroristas nos Estados Unidos, Israel e Europa também afetou o mercado brasileiro. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou a primeira etapa do pregão viva-voz contabilizando queda de 1,85%, aos 21.847 pontos. O volume financeiro às 13h30m era de R$ 276,8 milhões, bem abaixo da média para este horário. Em Nova York, o índice Dow Jones caía 0,75% no mesmo horário.
Morte
Ahmed Yassin morreu depois de uma ação do exército israelense, que jogou mísseis no local onde ele estava. Os seguidores de Yassin prometeram retaliação a Israel e Estados Unidos. Na Europa, o temor é maior nos países que apoiaram a guerra no Iraque.
A volatilidade internacional preocupa o mercado de ações, já que em momentos de incerteza os investidores estrangeiros costumam fugir de mercados de maior risco, como os emergentes. E são justamente os estrangeiros que vinham sustentando os preços das ações negociadas na bolsa meses atrás. Internamente, o mercado ainda monitora o cenário político, com as críticas e desentendimentos dentro do próprio governo.