Entre as conclusões do levantamento "Mapa da Violência - os jovens do Brasil", do Ministério da Justiça e o Instituto Sangari, (confira outros posts neste blog) está o fato de que políticas desenvolvidas a partir de 2003 conseguiram estancar o crescimento acentuado da violência em homicídios registrados nas décadas de 80 e 90. No entanto, a percepção da sociedade sobre a insegurança ainda é alta - 8 em cada 10 brasileiros têm medo de morrer assassinado.
O texto aponta diferentes iniciativas, tanto por parte dos governos (esferas municipal, estadual e federal), quanto por parte da sociedade civil, de combate a violência entre os jovens. Entre elas, ressalta políticas que coordenaram ações repressivas (retomada de territórios, melhoria da eficiência e articulação das estruturas de segurança pública) com ações preventivas (campanha pelo desarmamento, propostas para dar alternativa às drogas, à exclusão educacional, cultural e do mundo do trabalho).
A mudança de realidade do país - que cresceu, gerou empregos, reduziu a desigualdade e incluiu milhões de pessoas, além de importantes políticas públicas desenvolvidas - ajudou a estancar o crescimento destes índices e fizeram a juventude confiar mais na nossa capacidade de desenvolvimento. E vamos seguir por esse caminho com a presidente Dilma Rousseff.
Desafios
Já disse aqui quais os desafios que temos em relação à nossa juventude. Eles são grandes nas áreas de educação, inclusão social e digital, esporte, saúde, segurança, cultura, profissionalização e geração de emprego, transporte público, habitação, saneamento e participação política. Tais avanços tendem a ganhar corpo na medida em que houver maior presença do jovem na realização das políticas públicas. Essa combinação é que fará com que obtenhamos a queda nos índices de violência. A juventude não deve ser vista como um problema, mas como uma importante parcela da população detentora de direitos. E, certamente, partícipe do nosso desenvolvimento.
Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026
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