Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Medo de assassinatos ainda persiste

Sexta, 01 de Julho de 2011 às 04:08, por: CdB

Entre as conclusões do levantamento "Mapa da Violência - os jovens do Brasil", do Ministério da Justiça e o Instituto Sangari, (confira outros posts neste blog) está o fato de que políticas desenvolvidas a partir de 2003 conseguiram estancar o crescimento acentuado da violência em homicídios registrados nas décadas de 80 e 90. No entanto, a percepção da sociedade sobre a insegurança ainda é alta - 8 em cada 10 brasileiros têm medo de morrer assassinado.

O texto aponta diferentes iniciativas, tanto por parte dos governos (esferas municipal, estadual e federal), quanto por parte da sociedade civil, de combate a violência entre os jovens. Entre elas, ressalta políticas que coordenaram ações repressivas (retomada de territórios, melhoria da eficiência e articulação das estruturas de segurança pública) com ações preventivas (campanha pelo desarmamento, propostas para dar alternativa às drogas, à exclusão educacional, cultural e do mundo do trabalho).

A mudança de realidade do país - que cresceu, gerou empregos, reduziu a desigualdade e incluiu milhões de pessoas, além de importantes políticas públicas desenvolvidas - ajudou a estancar o crescimento destes índices e fizeram a juventude confiar mais na nossa capacidade de desenvolvimento. E vamos seguir por esse caminho com a presidente Dilma Rousseff.

Desafios

Já disse aqui quais os desafios que temos em relação à nossa juventude. Eles são grandes nas áreas de educação, inclusão social e digital, esporte, saúde, segurança, cultura, profissionalização e geração de emprego, transporte público, habitação, saneamento e participação política. Tais avanços tendem a ganhar corpo na medida em que houver maior presença do jovem na realização das políticas públicas. Essa combinação é que fará com que obtenhamos a queda nos índices de violência. A juventude não deve ser vista como um problema, mas como uma importante parcela da população detentora de direitos. E, certamente, partícipe do nosso desenvolvimento.

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