Rio de Janeiro, 23 de Abril de 2026

Medidas são insuficientes, diz militante de movimento por moradia

Quinta, 09 de Fevereiro de 2006 às 11:23, por: CdB

Representantes do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) classificaram como "mínimas" as medidas de incentivo à construção civil lançadas na última terça-feira pelo governo federal. O conjunto de ações prevê mais recursos da poupança para financiamentos de imóveis para a classe média e para o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, além de isenção ou redução de imposto para materiais básicos de construção.

- O pacote de medidas é insuficiente. Não atende o déficit habitacional do nosso país. Não atende a população pobre do país -  criticou o integrante da direção nacional do movimento, Eloísio Godinho, após reunião com o presidente em exercício José Alencar, no Palácio do Planalto.

- O Crédito Solidário (voltado para cooperativas e associações) enfrenta uma série de obstáculos por parte da Caixa Econômica Federal, como a questão do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e da Serasa.

No encontro com Alencar, os representantes do MLB fizeram uma lista de reivindicações: construção imediata de 400 mil casas populares, congelamento das tarifas públicas (transporte, energia), redução da taxa de juros, fim da criminalização dos movimentos sociais e construção de uma escola de formação para os 10 mil militantes do movimento.

Eloísio Godinho informou que o movimento deve realizar uma jornada de ocupação de terrenos e prédios públicos para que o governo mude a política econômica. A jornada deve ser realizada no próximo mês em treze estados, principalmente na região Nordeste.

- Achamos que a política econômica continua atendendo os interesses do FMI (Fundo Monetário Internacional) -  diz ele.

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