A Secretaria especial da Aqüicultura e Pesca (Seap) lançou propostas emergenciais para minimizar os danos causados pela estiagem. A falta de chuvas atinge há três meses o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul.
Entre elas, estão disponibilizar crédito para piscicultores e pescadores, negociar parcelamento e prorrogação de dívidas para a safra 2005/2006 e criar um fundo de amparo para quem não obteve crédito bancário. A falta de chuvas atinge há três meses o sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul.
O documento foi entregue nesta segunda-feira à Casa Civil e à comissão de Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional pelo gerente regional sul da Seap, Luiz Alberto Sabanay. Segundo ele, o documento avalia que a seca já acarretou prejuízo de R$ 60 milhões ao setor pesqueiro e aqüícola. As propostas sugeridas poderão ser incorporadas às medidas que o governo deve anunciar nos próximos dias.
O levantamento também analisa que cerca de 466 municípios e 25,9 mil aqüicultores dos três estados foram atingidos pela estiagem, sendo que a maior parte é de pescadores artesanais da Bacia do Rio Uruguai, onde cerca de 5.130 pescadores estão com até 45% da produção comprometida:
- O impacto na aqüicultura se dá basicamente nas pequenas propriedades onde temos concentrado nossa atenção, principalmente porque o peixe cultivado é tido como complemento de renda das famílias e, na Semana Santa, era o principal período de comercialização desse produto - observa Sabanay.
Para amenizar o impacto econômico da estiagem, o relatório sugere a criação de um seguro para os pescadores artesanais. Também sugere a criação de um programa de segurança alimentar emergencial para os mais atingidos e de um grupo de trabalho permanente que estude com antecipação os impactos da estiagem no setor.
A seca na região Sul do país é pior da região nos últimos 40 anos. A estiagem atingiu 80% dos municípios do Rio Grande do Sul, 30% de Santa Catarina e 10% do Paraná. A maioria deles já decretou situação de emergência. O governo estima que os prejuízos são da ordem de R$ 6 bilhões na economia dos três estados. Embora a chuva que caiu no início da semana, cujo índice pluviométrico superou o de todo o mês de fevereiro, tenha amenizado um pouco a situação, ainda não foi suficiente para que os municípios atingidos pela seca sejam retirados do estado de emergência.
Medidas emergenciais amenizarão prejuízos causados pela seca
Terça, 15 de Março de 2005 às 10:07, por: CdB