Ativistas dos direitos humanos exigiram aos Estados Unidos, na última quinta-feira, que garantam o acesso de advogados aos prisioneiros de Guantánamo. Também criticaram um processo interno preparado pelo Pentágono, por meio do qual os suspeitos estrangeiros de terrorismo vão responder a militares se consideram que estão sendo tratados de acordo com a lei.
O Pentágono anunciou na última quarta-feira que um recém-criado tribunal composto por três oficiais militares realizará audiências para permitir que todos os quase 600 prisioneiros mantidos na base naval de Guantánamo, em Cuba, possam contestar o seu status de combatentes inimigos, em vez de prisioneiros de guerra.
O anúncio foi uma resposta a uma sentença de 28 de junho da Suprema Corte, que dizia que os presos de Guantánamo têm direito de recorrer aos tribunais americanos contra sua detenção.
Mas o Pentágono disse que os prisioneiros não poderão contar com advogados nas audiências e ainda são necessárias medidas não especificadas, inclusive de segurança, para que eles possam contratar equipes de defesa que levem o caso aos tribunais civis.
Medidas do Pentágono em Guantánamo recebem críticas de ativistas
Sexta, 09 de Julho de 2004 às 01:12, por: CdB