Decididamente positiva a medidas anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de ampliação da cobrança a partir de hoje de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aos bancos e empresas brasileiras que fizerem empréstimos no exterior com prazos inferiores a 720 dias. Na semana passada, a cobrança já havia sido determinada sobre as operações inferiores a 360 dias.
São medidas que têm como objetivo reduzir o ingresso de dólares no país e combater a valorização do real. Vale destacar que empresas e bancos com crédito a prazos mais longos, estarão isentas do IOF. Segundo o ministro a isenção sobre os empréstimos de prazo mais longo visa " desencorajar a tomada de crédito no exterior a prazos mais curtos."
Segundo Mantega, o país tem hoje uma oferta excessiva de crédito no mercado global, fruto da política expansionista norte-americana e da União Européia (UE). "Tem excesso de liquidez no mercado mundial. Isso ajuda a valorização excessiva do real", concluiu o ministro.
Nossa economia, mais saudável do que as outras
Afinal, nossa economia está mais saudável do que as outras no panorama internacional, além do fato de termos uma "melhoria no nosso rating", o que "reforça o interesse pelo Brasil", lembrou o miistro Mantega ao citar a recente reclassificação de grau de nosso país pela agência Fitch - reclassificação de BBB- (menos) para BBB (positivo).
Mantega também afirmou que as medidas do governo fizeram efeito sim senhor! "Não é que não deu resultado. Todas as medidas deram resultado. Se não as tivéssemos tomado, o real estaria mais valorizado do que está", disse.
O ministro está correto em sua avaliação. Correto, também, ao indentificar como uma das causas do excesso de liquidez no âmbito mundial, a política dos EUA e da UE, agravadas pela solidez de nossa economia e oportunidades de investimentos no país. Isso sem falar nos altos juros...
O fato é que as medidas anunciadas precisavam realmente ser tomadas, mas não podemos deixar de lado a busca de mudanças na política desses países (EUA e os da UE) e de medidas em nível mundial. Além, da obviedade ululante: a redução dos nossos juros internos.
Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026
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