Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Medidas anticrise na China e Europa sustentam otimismo e Bovespa dispara 4,76%

Quarta, 26 de Novembro de 2008 às 17:55, por: CdB

Esperançosos com as iniciativas de governos de China e Europa para enfrentar a desaceleração global, os investidores dos mercados de ações seguiram na ponta compradora, fechando os olhos a uma bateria de dados desanimadores da economia dos Estados Unidos.

Com isso, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo disparou 4,76%, para 36.469 pontos. Em três sessões consecutivas de otimismo, o Ibovespa acumulou ganho de 16,7%.

O movimento foi lastreado por um giro financeiro de 4,5 bilhões de reais na sessão, um dos maiores do mês.

Atividade manufatureira, renda e gastos dos consumidores em níveis recorde de baixa nos Estados Unidos não foram suficientes para tirar o ímpeto comprador do mercado, mesmo sendo véspera do feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, que fecha as bolsas de Wall Street na quinta-feira.

- O investidor parece que preferiu olhar para a frente, otimista com o pacote econômica da Europa e o corte de juro na China - disse Rodrigo Bresser Pereira, diretor da Bresser Gestão de Recursos.

A China promoveu nesta quarta-feira o maior corte de juro dos últimos 11 anos, enquanto a União Européia delineou um plano de estímulo no valor de 200 bilhões de euros, à medida que bancos centrais e governos tentam tirar o mundo da desaceleração.

Essas notícias também deram suporte à recuperação dos preços de commodities e dos papéis de instituições financeiras, movimento integralmente refletido na Bovespa. Banco do Brasil liderou o seu setor, saltando 9,4%, para 14,09 reais.

Na trilha da disparada de mais de 6% na cotação do barril de petróleo, Petrobras cresceu 6%, para 20,52 reais. Dentre as companhias ligadas a metais Gerdau foi a grande estrela, crescendo 12,3%, valendo 14,48 reais.

Rumores de consolidação envolvendo companhias domésticas ajudaram a abrilhantar a sessão. A principal delas foi TIM Participações, com um salto de 18,4%, a 7 reais, depois de o jornal italiano "Il Sole 24 Ore" veicular que a Telecom Itália está negociando a venda das operações no Brasil para a espanhola Telefónica, dona da Vivo.

Outro rumor envolvendo a possível venda da Sadia para a Nestlé, alavancou as ações da companhia brasileira, movimento que perdeu força depois que esta negou os boatos. No final, a ação subiu apenas 0,3%, a 3,36 reais.

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