A organização internacional e independente de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou nesta segunda-feira que ainda não tem informações sobre os dois profissionais desaparecidos em Bagdá desde o dia 2 de abril, segundo informações da assessoria de imprensa da organização. A organização supõe que os funcionários estejam sendo retidos por oficiais iraquianos. Os outros quatro profissionais da equipe de seis pessoas da MSF em Bagdá permanecem na capital iraquiana. Os dois desaparecidos são François Calas, um francês de 43 anos que chefia a missão em Bagdá, e Ibrahim Younis, descendente sudanês de 31 anos encarregado da logística da missão. Os dois homens são profissionais de ajuda humanitária altamente experientes. François Calas trabalha com a MSF desde 1988 e já atuou em várias situações de emergência. Em novembro de 2001, ele comandou a equipe da MSF que retornou a Cabul(Afeganistão). Ibrahim Younis trabalha com a organização desde 1997 como coordenador logístico e engenheiro em situações de emergência (conflitos, desastres naturais e crises de refugiados). Ele é atualmente membro da equipe de ações emergenciais da MSF em Bruxelas. A MSF faz um apelo às autoridades iraquianas realizem esforços a fim de que a situação possa ser resolvida. A equipe da MSF está em Bagdá há várias semanas oferecendo ajuda e suprimentos médicos ao Hospital de Al Kindi, no nordeste da capital. No entanto, todas as atividades da MSF no Iraque estão suspensas. Ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1999, a Médicos Sem Fronteiras é uma organização internacional de ajuda humanitária que oferece assistência médica e humanitária independente a vítimas de desastres, guerras, refugiados e pessoas deslocadas. A organização é financiada principalmente por doadores privados de vários países do mundo.
Médicos Sem Fronteiras quer ajuda para libertar funcionários presos
Segunda, 07 de Abril de 2003 às 13:18, por: CdB