Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Médicos-residentes do SUS continuam em greve

Médicos-residentes que atuam em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) de 25 Estados e do Distrito Federal permanecem em greve nesta quinta-feira. A paralisação teve início em 17 de agosto e deve continuar por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio de R$ 1.916,45 que é paga aos residentes.

Quinta, 02 de Setembro de 2010 às 08:25, por: CdB

Médicos-residentes que atuam em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) de 25 Estados e do Distrito Federal permanecem em greve nesta quinta-feira. A paralisação teve início em 17 de agosto e deve continuar por tempo indeterminado. O Brasil tem 22 mil médicos residentes, dos quais mais de 80% estariam em greve. A categoria reivindica reajuste de 38,7% na bolsa-auxílio de R$ 1.916,45 que é paga aos residentes. Eles pedem ainda que seja fixada uma data-base anual para o reajuste salarial da categoria, além de direito a licença-maternidade de seis meses e pagamento correspondente ao 13º salário. Os médicos-residentes de todo o país promoveram nesta quarta-feira atos públicos, assembleias e doação de sangue. As ações foram uma forma de protesto e tem por objetivo definir o rumo da greve dos residentes, que já dura 15 dias, e pressionar o governo para uma resposta às reivindicações da categoria. Segundo a Associação Nacional de Médicos-Residentes (ANMR), cerca de 90% dos 22 mil médicos-residentes de todo o Brasil aderiram à paralisação. Na semana passada, o governo recusou proposta da ANMR de parcelar o índice de aumento em 28,7% de correção a partir de setembro e 10% em 12 meses. A expectativa da associação é que, na próxima semana, sejam feitas novas negociações. O Ministério da Saúde diz que mantém a proposta de reajuste feita antes do início da paralisação e só deve negociar novas propostas com o fim da greve.

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