Mais de cem médicos, dos principais hospitais públicos da rede estadual de saúde de Pernambuco, enviaram, nesta segunda-feira, pedido de exoneração dos cargos. Cerca de 60% dos profissionais são especializados em traumato ortopedia. Também estão entre os demissionários clínicos e cirurgiões. Cartorze médicos já não compareceram ao trabalho desde o final de semana. A medida provocou superlotação nas principais emergências dos hospitais da Restauração, Getúlio Vargas e Otavio de Freitas.
De acordo com o presidente do sindicato dos médicos de Pernambuco, Mário Fernando Lins, o piso salarial de um médico no estado é de R$ 1,4 mil. Ele destacou que, além de reajuste de 40% nos salários, os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho nos hospitais.
— Um médico de hospital público tem jornada de trabalho desgastante, atende a mais de 100 pacientes em um único plantão —, observou.
A Secretaria Estadual de Saúde divulgou nota a imprensa, afirmando que o governo foi surpreendido pela decisão dos profissionais de saúde, uma vez que estava em andamento um processo de negociação para implantação de um plano de cargos e salários, que irá proporcionar ganhos reais a categoria.
De acordo com o secretário-executivo de Assistência à Saúde, Ricardo Antunes, já está sendo articulada a contratação de um grupo de profissionais terceirizados, junto aos diretores dos hospitais, para evitar que a população fique sem assistência. Ele disse que o governo está preocupado em minimizar o sofrimento dos cidadãos que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).
Médicos pedem demissão em massa em Pernambuco
Segunda, 23 de Julho de 2007 às 16:58, por: CdB