Minha solidariedade e integral apoio aos cerca de 120 mil médicos - cálculo das entidades da categoria - que paralisaram em todo o país, hoje, o atendimento a parte dos planos de saúde, durante mais uma jornada de mobilização nacional pela elevação na tabela de honorários médicos, o estabelecimento de reajustes periódicos e o fim de interferências dos convênios nas decisões médicas.
Os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos em todo o país. Pelo programado, a paralisação atinge 23 Estados e Brasília durante todo o dia. Apenas em Roraima, Amazonas e Rio Grande do Norte não ocorre a paralisação. Nesses três Estados as entidades médicas consideram avançada a negociação com as operadoras.
Essa é a 2ª etapa do movimento reivindicatório dos médicos de convênios. As mesmas demandas já os levaram a suspenderem o atendimento aos planos de saúde em abril em todo o país. Hoje deixarão de ser atendidos os pacientes dos planos que não negociaram ou não apresentaram propostas de reajuste consideradas adequadas.
Como as negociações ocorreram descentralizadamente nos 27 Estados e no Distrito Federal em cada um deles é diferente a lista de planos cujos pacientes não serão atendidos hoje. De acordo com o presidente eleito da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, o movimento pretende elevar o pagamento mínimo de consulta médica a R$ 60,00.
Hoje, esse pagamento médio está em R$ 40,00, mas há casos em que o médico recebe R$ 15,00 por consulta. Outro ponto contra o qual lutam esses médicos é a interferência em suas atividades. "Cada vez mais vemos pacientes que têm plano de saúde obrigados a usar o SUS porque o plano não autorizou determinado procedimento, principalmente de alta complexidade e alto custo, como radioterapias e quimioterapias", exemplifica Cardoso.
Leiam, também, o post acima Onde está a fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar?
Médicos paralisam atendimento a convênios
Quarta, 21 de Setembro de 2011 às 08:06, por: CdB