A Prefeitura de Porto Alegre e o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers) estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira mas não chegaram a um acordo. Assim, a greve da categoria - que inclui médicos e dentistas que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - completou nesta quinta-feira 17 dias. O atendimento nos 142 postos de saúde da capital gaúcha segue precário. O comando de greve, composto por médicos, odontólogos e técnicos científicos exige um mediador na negociação. Mas, segundo o secretário municipal da Administração, Eliezer Pacheco, "essa questão só poderá ser resolvida trazendo à mesa de negociação o governo do Estado e a União, já que o Município não tem o poder de equacionar uma questão salarial dos médicos estaduais e federais municipalizados". A Prefeitura vem negociando há dois dias com uma comissão do sindicato, sem a necessidade de mediador, informou Pacheco, acrescentando que os grevistas reivindicam reajuste salarial de 100% a 150%. Nesta quinta-feira, o movimento ganhou a adesão dos profissionais do Hospital Presidente Vargas (HPV), onde trabalham 200 médicos, sendo que 120 são funcionários do município. No local, serão feitas apenas as consultas de urgência. Pacientes que estão internados no hospital continuarão recebendo atendimento. Segundo a direção do HPV, os serviços essenciais não vão parar. Nova assembléia para avaliar o movimento e discutir se o sindicato mantém a exigência de um mediador para negociar com a Prefeitura será realizada na próxima sexta-feira. A categoria em greve reivindica isonomia salarial, carga horária reduzida e plano de carreira.
Médicos grevistas fazem novas exigências em Porto Alegre
Quinta, 10 de Abril de 2003 às 15:20, por: CdB