Foi justamente o Katrina que mostrou a pobreza no sul dos Estados Unidos e ressuscitou o debate sobre a discriminação racial no país.
Segundo os especialistas, apesar de décadas de avanços médicos, crescimento econômico e progressos em questões raciais, o problema ainda existe e afeta todo o país.
Para Atkins e Moy, essa disparidade se traduz em maiores índices de diabetes, doenças cardíacas, câncer, Aids e abuso de álcool e drogas.
Os médicos dizem que os mesmos fatores que deixaram a população de Nova Orleans mais exposta ao Katrina - desemprego, pobreza, negligência e alienação - contribuem para as diferenças na saúde de grupos pobres e minorias.
Faz anos que os Estados Unidos precisam de um plano para proteger a Costa do Golfo de tempestades e furacões, dizem os médicos.
Os especialistas defendem que a experiência do Katrina deve ser usada como uma lição para o resto do país.