O Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, amanhaceu, nesta segunda-feira, com as portas fechadas. Os médicos aderiram à greve dos funcionários de saúde estaduais na noite de domingo, pois também não querem ser obrigados a aderir ao sistema de cooperativas feito pelo governo do estado.
A direção do hospital teve que pedir reforço policial para evitar que os médicos fossem agredidos. Na noite deste domingo, um auxiliar de enfermagem chegou a ser preso por desacato, quando se negou a atender um paciente ferido na cabeça.
A falta de médicos e as falhas no atendimento a pacientes se repetiram, neste domingo, em outros hospitais estaduais da Região Metropolitana. Em nova vistoria, membros da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa (Alerj) encontraram situação semelhante à dos últimos dias, com emergências funcionando com cerca de metade da capacidade.
- A situação na rede estadual só não é mais crítica porque muita gente tem evitado esses hospitais em detrimento de outras unidades, como o Hospital de Bonsucesso e o Antônio Pedro, em Niterói - afirmou o deputado Paulo Pinheiro (PT), presidente da comissão.
No Hospital de Saracuruna, em Duque de Caxias, o movimento na emergência levou os diretores da unidade a trabalharem no plantão. Médicos da prefeitura também foram chamados para reforçar a equipe.