Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Médico das Farc confirma gravidade do estado de saúde de Ingrid

O guerrilheiro e suposto médico da cúpula das Farc, Heiver Uriel Rodríguez Cruz, detido na semana passada, afirmou, neste sábado, que o estado de saúde de Ingrid Betancourt é relamente muito grave. Ele apresentou à justiça uma ficha clínica de Ingrid que revela que a ex-candidata sofre de desnutrição aguda, gastrite crônica com refluxo do esôfago, malária, síndrome do cólon irritável e dor aguda em uma região do hipocôndrio.

Sábado, 05 de Abril de 2008 às 07:27, por: CdB

O guerrilheiro e suposto médico da cúpula das Farc, Heiver Uriel Rodríguez Cruz, detido na semana passada, afirmou, neste sábado, que o estado de saúde de Ingrid Betancourt é relamente muito grave. Ele apresentou à justiça uma ficha clínica de Ingrid que revela que a ex-candidata sofre de desnutrição aguda, gastrite crônica com refluxo do esôfago, malária, síndrome do cólon irritável e dor aguda em uma região do hipocôndrio.

Depoimentos de outros reféns da guerrilha libertos esse ano já havia afirmado que Ingrid sofria de hepatite B e leishmaniose 

Manifestação

Milhares de colombianos foram às ruas em diversas cidades do país, no final desta sexta-feira em uma manifestação para pedir a libertação de centenas de seqüestrados. Muitos manifestantes levavam bandeiras e vestiam camisetas estampadas com a foto de Ingrid Betancourt, ex-candidata à Presidência da Colômbia seqüestrada em 2002 pelo grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo correspondentes em Bogotá, calcula-se que 2.850 pessoas estejam seqüestradas na Colômbia. A maioria desses reféns está em poder das Farc, de outros grupos rebeldes e de grupos paramilitares.

Na última semana, informações sobre o grave estado de saúde de Betancourt, que teria iniciado uma greve de fome e contraído hepatite B e leishmaniose, levaram o governo francês a organizar uma missão médica, integrada também por representantes da Espanha e da Suíça, para tentar ajudar a refém.

A missão chegou à Colômbia nesta quinta-feira, mas as Farc ainda não responderam se irão autorizar a entrada do grupo em seu acampamento.

Betancourt, de 46 anos, tem dupla nacionalidade colombiana e francesa e integra um grupo de cerca de 40 reféns que os rebeldes consideram passíveis de troca por 500 guerrilheiros presos.

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse na terça-feira que aceitaria suspender as operações militares contra as Farc para permitir que a missão médica chegasse até o cativeiro de Betancourt.

No entanto, em um artigo publicado nesta quinta-feira, as Farc disseram que não haverá novas libertações unilaterais de reféns. Em duas missões de resgate, realizadas em janeiro e fevereiro, a guerrilha libertou unilateralmente seis reféns, que haviam sido mantidos em cativeiro durante seis anos.

As negociações para um acordo humanitário, que prevê a libertação de guerrilheiros presos em troca dos reféns, foram interrompidas desde que o Exército colombiano bombardeou um acampamento das Farc no Equador, dia 1º de março, ação que resultou na morte de Raúl Reyes, número dois da guerrilha, e desencadeou uma crise diplomática na região.

Para fazer a troca de reféns por guerrilheiros presos, as Farc exigem a desmilitarização de uma região de 750 quilômetros. Uribe, no entanto, se nega a realizar uma retirada militar. Nesta sexta-feira Uribe confirmou seu posicionamento:

- Uma retirada (militar) pode ser um golpe do terrorismo contra a Segurança Democrática, pode ser o oxigênio de que esta cobra precisa para reviver - disse Uribe em conversa com estudantes universitários em Bogotá.

Tags:
Edições digital e impressa