Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Médico com registro cassado é preso mas responderá à Justiça em liberdade

Embora tivesse o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro em 5 de junho deste ano, por erro médico, causa da morte de um homem de 37 anos depois de cirurgia na coluna, o ortopedista Fernando Cesar Lamy Monteiro da Silva continuava exercendo a profissão, como constataram os policiais da 29ª DP, do bairro Todos os Santos, na Zona Norte da cidade.

Terça, 29 de Julho de 2014 às 09:40, por: CdB
sederremerjmedico.jpg
O médico foi detido no final da tarde passada, em seu consultório, em Vila Valqueire, e teve computadores e documentos apreendidos
Embora tivesse o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro em 5 de junho deste ano, por erro médico, causa da morte de um homem de 37 anos depois de cirurgia na coluna, o ortopedista Fernando Cesar Lamy Monteiro da Silva continuava exercendo a profissão, como constataram os policiais da 29ª DP, do bairro Todos os Santos, na Zona Norte da cidade. O médico foi detido no final da tarde passada, em seu consultório, em Vila Valqueire, e teve computadores e documentos apreendidos. Monteiro da Silva responderá em liberdade por exercício ilegal da profissão, segundo informou ao diário popular O Dia o advogado do médico, João Carlos Ferreira, que somente detalhará o caso após ter acesso aos autos de apreensão. Nos documentos que integram o processo contra ele no Cremerj e o inquérito da 26ª DP, há relatos sobre mais quatro pessoas que morreram após operadas por Lamy e de outras cinco que ficaram com sequelas graves, algumas irreversíveis. Na semana passada, repórteres do jornal estiveram no consultório de Fernando Cesar Lamy para uma consulta marcada na quinta-feira da semana anterior. O médico indicou exame a ser feito, receitou remédios, determinou o uso imediato de cinta e explicou nova técnica de cirurgia na coluna, sem corte. – São apenas seis furos com uma agulha, para reidratar o disco da coluna – receitou aos repórteres Francisco Edson Alves e Hilka Telles, que trabalhavam disfarçados de pacientes.
Tags:
Edições digital e impressa