Antonio Luiz de Medina foi presidente da ABM
Ex-secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro e presidente da Academia Brasileira de Medicina entre os anos 2005 e 2007, o médico Antonio Luiz de Medina foi homenageado em discurso do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira. Medina encontra-se internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio.
Medina formou-se em medicina em 1952 pela Faculdade Nacional de Medicina, da Universidade do Brasil (atual UFRJ) e foi responsável pelo Departamento de Doenças Vasculares Periféricas do Hospital Pedro Ernesto, Rio de Janeiro (1969-70); chefe do serviço de angiologia do mesmo hospital (1961-67); chefe do serviço de cirurgia vascular do Hospital do Iaserj (1967-92); assessor especial de saúde da prefeitura do Rio de Janeiro (1991-92); secretário de estado de saúde do Estado do Rio de Janeiro (1995-96); professor titular de pós-graduação em cirurgia vascular e endovascular da PUC-RJ; membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e emérito da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular; "Fellow" do Colégio Americano de Cirurgiões.
Leia, a seguir, a íntegra da homenagem:
"O acadêmico recebeu ainda as seguintes condecorações: as medalhas José Bonifácio da Uerj; Tiradentes, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro; do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro; medalha de Mérito D. João VI da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro; da Ordem do Mérito René Fontaine em Cirurgia Vascular; Paulo Samuel Santos - Cirurgia Vascular; Clementino Fraga, do Governo do Estado do Rio de Janeiro; a Espátula do Núcleo Central do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; a insígnia da Inconfidência do Governo do Estado de Minas Gerais, Diploma de Honra ao Mérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Medalha da Academia Portuguesa de Medicina.
"A terceira questão, Sr. Presidente, é que eu me lembrava ainda há pouco que Rui Barbosa fez uma vez um discurso chamado “Oração aos Moços”. O então Senador Marcello Alencar, num período distante, quando substituiu o Senador Mário Martins fazendo um paradigma com a fala de Ruy Barbosa, também ele fez um discurso antológico no Senado Federal chamado Oração aos Velhos.
"Eu quero aqui fazer uma reflexão nesta sociedade de consumo, nesta sociedade de espetáculo, que valoriza sobremaneira a novidade, a estética e o consumo, dizendo que é necessário de fato não somente ter um Estatuto do Idoso. Mas que realmente cada um de nós possa reconhecer nos mais antigos os inestimáveis serviços que prestam à sociedade em função das suas próprias vidas.
"Hoje, os chamados os velhos são profundamente esquecidos, principalmente os mais pobres. Mas todos são seres humanos e deveriam ser reverenciados pelas suas famílias, como também aqueles que mais se dedicaram à sociedade. Digo isso porque o tempo vai passando e muitos daqueles que convivemos fraternalmente já se foram. Muitos daqueles com quem tivemos afinidade política ou até mesmo divergência. O tempo os levou. E ainda temos outros que ainda continuam no seio da nossa sociedade.
"Quero aqui prestar uma homenagem a uma pessoa viva, que é o médico Antônio Medina. Membro da Academia Brasileira de Medicina; foi Secretário de Saúde do Estado na gestão do Governador Marcello Alencar e tem um rol de títulos na área médica, Deputado e médico José Luiz Nanci, como também tem a própria Medalha Tiradentes da nossa Casa.
"O médico Antônio Medina hoje com 87 anos está adoentado, mas é um daqueles antigos que tem uma folha de serviços prestados a nossa sociedade fluminense imensa, quer seja como gestor, mas principalmente como médico. Então, eu quero me referir a ele.
"Outro dia fui à missa de 7º dia de outro grande médico ortopedista, na Catedral de Petrópolis, que era o Dr. Donato D’Ângelo. Também com uma folha imensa de serviços prestados como médico à sociedade fluminense e já também homenageado por esta Casa.
"Eu estou citando o Medina, o Donato, um em vida e outro já falecido, como exemplos de pessoas que merecem o respeito e a homenagem da sociedade fluminense. Porque verifico que, na cultura oriental, por exemplo, as cidades, muitas vezes, têm o seu conselho de idosos, de homens e mulheres que, com a sua sabedoria, podem orientar aqueles que, por dever de ofício, são os responsáveis, em determinado momento, pela gestão daquela cidade.
"Então, acho que, em boa hora, verifico que é importante recordar as nossas tradições, prestar homenagem àqueles que ajudaram e ajudam até hoje a construir as nossas cidades, o nosso Estado e o nosso País. Essas pessoas não podem ficar esquecidas nos livros ou nas gavetas da história. Não se escreve o futuro de um país, não se dá um norte para o futuro de um país sem se reconhecer a sua história, sem viver bem o seu presente para apontar para o futuro.
"Então, no dia de hoje, quero deixar aqui minhas homenagens ao Dr. Antônio Medina. Muito obrigado, Sr. Presidente".
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