Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Médica acusada de fazer 6 mil abortos é investigada no Rio

A médica Ana Maria Guimarães Barbosa é acusada de fazer 6.352 abortos de janeiro de 2001 a abril de 2003 e terá suas contas bancárias bloqueadas pela 1ª Vara Criminal de São João de Meriti (RJ). A medida fará com que seja investigada uma possível arrecadação com os abortos. As atendentes Maria Terezinha Alves Ferreira e Jussara de Oliveira Soares, que seriam responsáveis por marcar consultas pelo telefone e pedir que as gestantes assinassem o termo também foram indiciadas. Lúcia da Cruz Mota seria assistente direta da médica. (Leia Mais)

Sexta, 22 de Abril de 2005 às 07:38, por: CdB

A médica Ana Maria Guimarães Barbosa é acusada de fazer 6.352 abortos de janeiro de 2001 a abril de 2003 e terá suas contas bancárias bloqueadas pela 1ª Vara Criminal de São João de Meriti (RJ). A medida fará com que seja investigada uma possível arrecadação com os abortos.

As atendentes Maria Terezinha Alves Ferreira e Jussara de Oliveira Soares, que seriam responsáveis por marcar consultas pelo telefone e pedir que as gestantes assinassem o termo também foram indiciadas. Lúcia da Cruz Mota seria assistente direta da médica. Os inspetores de polícia Edivaldo Amaro da Silva e Agostinho Rodrigues Silva Neto, segundo a denúncia, foram flagrados dando segurança à clínica. Edgar David Aires da Rocha selecionaria pacientes.

Segundo o Ministério Público, a Justiça determinou o seqüestro do imóvel onde funcionava a clínica. Ana Maria e os outros seis denunciados serão ouvidos pela Justiça, no dia 18 de maio.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) também abriu sindicância para apurar as denúncias. A médica e os pacientes que quiserem depor, serão ouvidos em sigilo. O tempo de duração da sindicância dependerá do número de depoimentos e das provas recolhidas. Se a médica for considerada culpada, poderá ter a licença cassada. A denúncia foi feita pela 8ª Promotoria de Investigação Penal da 3ª Central de Inquéritos do MP.

Segundo a denúncia, os atendimentos eram feitos no centro de Meriti, de janeiro de 2001 a 9 de abril de 2003. Cada uma delas mulheres que fizeram aborto, assinou termo de declaração de responsabilidade. Os documentos foram apreendidos pela 64ª DP (Vilar dos Teles).

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