MEC já trabalha com metas do Plano Nacional de Educação
O ministro da educação, Fernando Haddad, disse que o MEC já está trabalhando com as metas propostas no Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional. Ele disse ainda que o plano de expansão de bolsas de intercâmbio deverá mirar o doutorado e a “graduação-sanduíche”, na qual o aluno estuda metade do curso no país e o restante em uma instituição estrangeira.
O ministro da educação, Fernando Haddad, disse que o MEC já está trabalhando com as metas propostas no Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional.
– A grande ousadia do Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional, é fixar metas de qualidade.
A afirmação é do ministro da educação Fernando Haddad, em seminário realizado na noite desta terça-feira, em Brasília, promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino (Andifes).
– Em um país que nunca valorizou os processos educacionais, estamos dando um salto histórico.
Com relação à fixação de um volume de investimento obrigatório em educação, o ministro explicou que só uma emenda constitucional pode evitar um veto presidencial, como ocorreu no PNE anterior, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso praticamente inviabilizou as propostas apresentadas ao cortar os recursos necessários para implementá-las.
– Desta forma, cabe ao Congresso Nacional fixar este percentual –, disse Haddad.
O ministro reconheceu que todos os textos enviados pelo Ministério da Educação ao Congresso Nacional saíram de lá mais bem acabados.
– Com uma única exceção, o do projeto do Prouni, que piorou com a intervenção dos parlamentares –, disse.
O ministro não vê razão para que o PNE não seja aprovado ainda este ano na Câmara.
– Talvez, tenha dificuldades no Senado. O único problema disso é a aprovação dos planos regionais. Da parte do MEC, nós já estamos trabalhando com as metas propostas –, afirmou.
Fernando Haddad, disse que o plano de expansão de bolsas de intercâmbio deverá mirar o doutorado e a “graduação-sanduíche”, na qual o aluno estuda metade do curso no país e o restante em uma instituição estrangeira. O anúncio foi feito hoje pela presidenta Dilma Rousseff durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo ela, a intenção é conceder 75 mil bolsas até o fim de 2014.
Segundo Haddad, atualmente o Brasil envia para o exterior cerca de 6 mil estudantes do ensino superior. A decisão da presidenta de ampliar esse número de bolsas foi a partir de um diagnóstico de custos feito pelo Ministério da Educação (MEC). Em reunião, o MEC sugeriu que o alvo das bolsas fosse no doutorado em áreas estratégicas como engenharia e física e na “graduação-sanduíche”.
– Na avaliação da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], a 'graduação-sanduíche' tem forte impacto no sistema educacional brasileiro porque não é só um indivíduo beneficiado, ele volta para a sua instituição antes da conclusão e os efeitos benéficos dessa forma de bolsa estão sendo muito apreciados pelo sistema –, disse Haddad.
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