O Ministério da Educação (MEC) calcula que cerca de 200 estudantes deverão refazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por causa dos erros de impressão nos cadernos de prova amarelos. Os dados foram apresentados pelo ministro Fernando Haddad ao presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, em audiência na tarde desta quinta-feira. As entidades defendem, entretanto, que todos os alunos que tenham se sentido prejudicados pelos erros na aplicação do Enem tenham a chance de fazer as provas novamente em caráter opcional. Segundo Chagas, essa possibilidade foi descartada pelo ministro, porque poderia atrasar o calendário das 83 instituições de ensino superior que usam a nota da prova como critério de seleção. No primeiro dia de aplicação do Enem, 21 mil cadernos de prova amarelos apresentaram erro de montagem e não continham todas as 90 questões. O MEC acredita que a maioria dos candidatos conseguiu trocar o material e fez a avaliação sem dificuldades. Outro problema ocorreu na folha em que os estudantes marcam as respostas das questões, que estava com o cabeçalho das duas provas trocado. O exame teve 90 questões, sendo a primeira metade de ciências humanas e o restante, de ciências da natureza. Mas, na folha de marcação, as questões de 1 a 45 eram identificadas como de ciências da natureza e as de 46 a 90, como de ciências humanas. A Advocacia-Geral da União (AGU) já encaminhou à Justiça Federal da 5ª Região recurso contra a decisão liminar da juíza da 7ª Vara Federal no Ceará, Karla Maia, que suspendeu as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A AGU enviou ainda informações técnicas à Justiça defendendo a validade das provas do Enem deste ano. A AGU também usará a argumentação técnica para contestar a nova ação ajuizada pelo Ministério Público Federal para cancelar o exame. A AGU informou que não divulgará o documento até que os juízos e as partes envolvidas tenham conhecimento de seu teor. Entretanto, adianta que argumentou, nos recursos, não ser razoável que mais de 3 milhões de estudantes sejam submetidos a novo exame quando menos de 2 mil candidatos foram prejudicados por erro operacional na impressão de alguns cadernos de prova. A aplicação de nova prova para os alunos prejudicados respeitará o princípio da isonomia. Isso porque o sistema adotado pelo Ministério da Educação para o Enem - chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI) - garante que os níveis de conhecimento e de dificuldade sejam idênticos, mesmo que as questões sejam distintas, de modo que não haverá prejuízo nem benefício para nenhum dos estudantes.
MEC calcula que apenas 200 estudantes teriam que refazer Enem
O Ministério da Educação (MEC) calcula que cerca de 200 estudantes deverão refazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por causa dos erros de impressão nos cadernos de prova amarelos. A Advocacia-Geral da União (AGU) já encaminhou à Justiça Federal da 5ª Região recurso contra a decisão liminar da juíza da 7ª Vara Federal no Ceará, Karla Maia, que suspendeu as provas.
Sexta, 12 de Novembro de 2010 às 08:14, por: CdB