Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

MCT articula plano estratégico para o software

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) quer apoiar a indústria de software com um plano específico voltado para o setor. O objetivo é ampliar a atuação do Brasil e inserir o País no mercado global de serviços e software.

Domingo, 03 de Abril de 2011 às 19:10, por: CdB

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) quer apoiar a indústria de software com um plano específico voltado para o setor. O objetivo é ampliar a atuação do Brasil e inserir o País no mercado global de serviços e software. A intenção do ministério em apoiar a área de sofware foi explicitada pelo secretário de Política de Informática, Virgílio Almeida, durante aAbinee TEC, que está sendo realizado em São Paulo. Segundo Almeida a Lei de Informática trouxe impactos positivos para o País, mas com as profundas transformações tecnológicas da última década, o Brasil deve mudar suas prioridades, e o desenvolvimento da área de software seria uma delas. “Queremos que o País tenha um lugar de destaque. Não vamos olhar o Brasil isoladamente, mas no contexto de outras capacidades de outros países e descobrir onde temos capacidade de ser fortes. Por exemplo, no caso da indústria que atende o pré-sal, se ali gerar uma encomendas de softwares sofisticados para esta indústria, este poderá ser um segmento que pode crescer. Outro exemplo é o agronegócio, no qual se repete o mesmo raciocínio. São setores onde o Brasil está na frente de outros países. É preciso aproveitar o conhecimento que existe ali.” O secretário da Sepin disse que o plano deverá ser articulado com a Lei de Informática e com outras políticas de governo, como a Política de Desenvolvimento Produtivo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológica da Indústria (PACTI). Ele ainda informou que o Plano de Estratégico de Software deverá ser elaborado junto a outros ministérios, como o de Comunicações e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O plano deverá ter uma série de ações que terão efeitos até 2020, entre as quais poderia estar incluída a desoneração tributária, entre outras políticas. Almeida informou que a iniciativa partiu do MCT. “O ministério atende à demandas pontuais que não levam a resultados mais amplos. Ao invés de atender estas demandas, muitas das quais legítimas, a ideia é construir um plano estratégico de software."

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